sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

boa noite...



eram de longe as pétalas das rosas
que a brisa suavemente me entregava.
perfumadas, aveludadas,
cada qual tinha sua cor
e cada uma seu recado de amor.

eram de longe os beijos da manhã,
o acordar de leve como o deslizar do rio
tocando solenemente nosso corpo,
e cada beijo, uma melodia,
uma história, um hino à alegria.

eram de longe os feiticeiros,
os artífices do medo e da penúria
que padecem pelos desencontros no tempo,
e o tempo, a sua capacidade de renovação,
tudo altera, até o que não mais tem solução...




6 comentários:

  1. Enternecendo o coração da namorada, Alex
    Muito lindo ,
    gosto do sentido de que 'tudo altera, até o que não tem mais solução'
    feliz fim de semana,

    ResponderEliminar
  2. Lindo, lindo, não me canso de dizer, querido Alex.
    Beijos e bom fim de semana,
    Renata
    PS: Anda inspirado, hein?!

    ResponderEliminar
  3. O seu poema foi apreciado por um grande poeta, e bem.
    Bjs e bom domingo,
    Renata

    ResponderEliminar
  4. O tempo é um grande mestre...

    O poema? Foi bom ter vindo lê-lo!

    Fique bem

    ResponderEliminar
  5. Olá, Alexandrino!

    Visualizei o seu blogue, a partir de outro, e estive a ler a sua poesia, que é nostálgica, mas apaixonada, e ao mesmo tempo, muito real.

    Ainda bem que era noite, e que tudo era "perto", o bom, e que tudo era longe, o mau.

    O TEMPO É A MELHOR RESPOSTA.

    Abraço, com estima.

    ResponderEliminar