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domingo, 6 de novembro de 2016

o vento nada me diz...









agreste o vento que faz lá fora,
sob um céu azul
e de uma espera que demora...
olho o mar pela milésima vez
(e não me canso até ir embora)...
com o vento na crista da onda,
lembro,... se o ontem renascesse agora,
talvez não houvesse vento, e o mar,
o mar... talvez fosse um rio onde navegar...



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

azul do mar...





olhava o mar e sorria...
seus olhos se confundiam
com o azul do mar,
e quanto mais sorria,
mais apetecia
entrar nele,
barco à vela partindo
para lugar nenhum,
até o pôr do sol chegar ...
aí, o azul do seu olhar
seria só meu,
como presente
que não se pode partilhar...



domingo, 25 de outubro de 2015

in(certeza)














é no silêncio que se esgotam as preces
as frases que não foram ditas
os olhares nas paredes vazias

de cada vez que fito o horizonte
não vejo céu, nem barco no mar
apenas a brisa me embala em seu manto...



domingo, 2 de agosto de 2015

até o infinito...


sabe a domingo a manhã serena,
ainda que sem o sol de Agosto...
escrevo teu nome, colorido,
letra por letra, sob um fundo azul.
depois, desenho um barco e uma onda,
e assim navegamos ao infinito...


domingo, 15 de março de 2015

manhãs de março...


virgem e ardente, o sol
nas manhãs de Março...

incautos, seguem em passos largos
os amantes, sós,
fingindo olhar o mar
ou com quem se cruzam na manhã.

sorrindo ou olhar distante,
ninguém diz nada,
apenas a respiração é ofegante
como quando alguém faz amor
pouco antes do finalmente.

queria ser como tu, sol,
ardente e promíscuo
em todas as manhãs de Março,
em todos os dias, quando o pensamento
vagueia por águas profundas...



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

teu olhar...




de quantas cores é feito um sorriso,
um olhar meigo, atrevido,
de quantas cores se veste o paraíso?
fixo teu rosto, teu olhar,
e perco-me... ou já não sei contar...
teus olhos, têm as cores vivas do mar...





sábado, 25 de outubro de 2014

28 ºC....



quanto desassossego nas horas mortas,
no ar que respiro e me sufoca.
este tempo, já não é o meu tempo
nem das cigarras que deixaram de cantar...

devoro mais um cigarro
que queima tanto como o tempo que faz,
e nem o fumo que um dia ambos sugamos
me liberta a memória de tanto sonhar...

talvez o tempo tenha mudado...
talvez seja eu no tempo parado...

quem sabe, a areia da praia,
o suave beijo do mar
me faça renascer...acordado...


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

sinais...


nunca serão em vão
os passos dados,
no areal marcados,
nunca temendo o mar,
olhos nos olhos
como que a segredar,
"eu te amo"...

nunca serão em vão
os sorrisos na manhã,
abafados pelo cobertor de lá,
esperando que se fizesse dia...
as horas jamais existem
nem tão pouco a monotonia
se me dizes, "eu te amo"...



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

sons de outono...



do rochedo, ouvindo o mar,  fiz minha casa,
sem tecto, sem paredes, 
ou antes, meu tecto é o céu que me cobre,
e a lua, a luz que incendeia meus sonhos...

deitado, estendo minha mão até o mar que me rodeia,
toco ao de leve a água fria
e lentamente, na memória, é tua pele, 
a tua pele que por entre meus dedos fugia...



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

outros aromas...



porta entreaberta,
silêncio na noite
e o brilho das estrelas...
pinto a aguarela
de negro e azul
que só os pássaros vão entender.

cansado,
reclino-me num sofá inventado
e tento adormecer...

estrelas, velai por mim,
não vá o mar me levar
e me deixe naufragar,
por entre os aromas de algum jardim...


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

voando no vazio...



voavam nos espaços
como se fossem gaivotas,
livres como o vento
e as ondas do mar.

voavam nos espaços...
e riam, e sorriam,
como se não houvera marés
mas apenas um lago de calmas águas....




domingo, 27 de julho de 2014

recordações...




tão fundo o mar,
e tão superficial
o arquivo das histórias,
o baú das memórias...

talvez o fogo
na ânsia de consumir, tudo apague,
mesmo o que nunca arde...
tão forte o poder das palavras,
mesmo as que ficaram por dizer...

tão forte o querer...sem querer...







domingo, 20 de julho de 2014

ilusões....



vinham de longe as gaivotas
e traziam os sonhos, as quimeras,
como os barcos que um dia partiram
e chegaram com noticias de outro mundo...
não sei se quero ler os sonhos
ou entrar no mundo das ilusões...
é tanto o mar, tanto horizonte a desbravar...


quarta-feira, 2 de julho de 2014

lágrimas...



corre um fio de água no meu olhar,
frio, transparente, quase cruel...
impossível conter, parar,
como se meu mundo fosse um mar,
onde desaguam os sonhos,
e os pesadelos... e os desassossegos...


terça-feira, 24 de junho de 2014

no teu olhar...



nas enseadas da vida,
tantos e tantos os atalhos
que levam a lado algum...
no fundo mais fundo de teu olhar,
o abismo, o precipício,
uma manta de retalhos
com que nos cobrimos ao luar...



domingo, 25 de maio de 2014

outros olhares...


quando olhavas meus olhos e vias o mar,
dizias que te sentias baloiçar
num barco, em calmas ondas,
navegando num mar sem fim
como sem fim era a paz no meu olhar...

falavas das estrelas, falavas do luar,
falavas do desejo de ser anjo,
e sendo anjo, eu voaria em tuas asas
pelo paraíso que inventaste para nós...

mas os olhos cansam-se no tempo,
e onde vias mar, nasceram nuvens,
castelos cinzentos, ameaçando tempestade...

já não serias anjo, nem terias asas,
e o que seria paraíso, não passam de dunas
onde o mar bravo trai os namorados...


sábado, 15 de março de 2014

histórias de verão...



ainda chamas pelo verão,
pelas manhãs de nevoeiro,
pelo amor nas dunas?
tudo era silêncio...
para quê falar 
se os corpos se entendiam
e sorriam à paixão?

mais abaixo, o mar,
o sereno enrolar na areia,
e nesse embalar,
cada olhar, cada beijo,
era mais uma estreia
para espicaçar o desejo...

tão leve teu corpo
baloiçando ao sabor da brisa,
teus cabelos esvoaçando,
e teus peitos sussurrando
pelos lábios meus...
tão bom adormecer nos braços teus...


manhã de março



manhã de Março, primavera em flor...
ouve, cantam as rolas, os melros,
tudo ganhou vida, tanta cor...
até o mar docemente morre na areia
e nos convida a entrar, qual canto de sereia...
manhã de Março... convite ao amor...



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

tanto mar...



lá fora já clareou o dia,
e hoje, até brilha o sol...
ouvem-se vozes de alegria
das pessoas que na rua
fazem compras, ou cochicham
da miúda que passa...
dizem que vai nua...

indiferentes, os pássaros no ar,
as rolas, as pegas, passarada em geral,
e é tanto o chilrear
que nem me lembro onde moro,
e este meu canto é à beira mar...

elevo meus olhos ao céu,
ao azul, antes do cinzento que há-de vir,
e esquecendo-me de mim, começo a sorrir,
tanto mar pela frente...um mundo que é só meu...


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ondas de ti...


são tuas vestes, as ondas
que a brisa faz baloiçar
em cada movimento teu.

em cada onda, repousa meu olhar,
meu pensamento, baloiçando num barco
sem remos, apenas navegar.

sigo viagem, mera miragem
nas ondas que são teu corpo
e meus desejos em libertinagem...

espera... despe-te de ti,
despe-te dos rios ansiando meu mar...
tanta praia, tanto areal por aqui...