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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
navegando...
olho o horizonte limitado a quatro paredes,
pintadas sobre um areado imóvel
num branco que já se perdeu...
se eu fosse livre, queria ser rio,
espelho de água que retrata o céu
e que de longe namora quem lhe acena...
pinto a imagem num olhar teu,
um sorriso vivo, cândido, perfeito,
qual vela ao vento
num barco rabelo,
carregando vida, sonhos,
se sonhar foi sempre teu jeito...
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
estrela maior...
sei que posso ter mil estrelas,
todas as que brilham no céu...
sei que posso adormecer na via láctea
e uma estrela a iluminar meus sonhos...
sei que sei o que não tenho...
tu, a estrela maior do universo...
domingo, 5 de julho de 2015
ondas de verão...
belas as manhãs de sol e mar,
de brisa, corpos morenos e ruídos,
ruídos de quem não tem o amanhã,
mas vive, devora cada momento,
como só as crianças, e as ondas no areal...
deixo-me embalar, e parto com os sonhos
na crista de cada onda,
até onde me leve o acordar...
como um barco que parte até se esconder no horizonte,
assim é meu desejo, vontade indelével
de não mais voltar...
domingo, 17 de maio de 2015
uma mão cheia de nada...
sabe-me a pouco o tanto que vejo,
e o que vejo nada me diz...
admiro-te tanto, tanto, meu mar,
mas vês, tenho-te aqui, preso na minha mão,
como uma ave que não pode voar.
assim são os desejos, o sentimento,
as emoções, os sonhos idealizados,
enormes quando partilhados,
desprezíveis quando alienados no tempo.
pudera eu ter braços do tamanho do mundo,
poros de minha pele que bebessem a cada segundo
as angústias de quem sofre, de quem não sabe sorrir,
e inventar a magia da esperança que há-de vir....
domingo, 26 de outubro de 2014
o horizonte...
"olhando o horizonte..."
como se alguém pudesse descortinar
ou sequer imaginar,
o pensamento de uma criança...
"olhando o horizonte..."
como se a vida fosse do tamanho da visão,
ali, tão perto, quase na palma da mão,
mas infinitamente longe...
"olhando o horizonte..."
e pensar que vale a pena crescer,
com os erros de hoje, aprender,
e sentir que no vazio, sempre haverá uma ponte...
domingo, 3 de agosto de 2014
meu castelo...
de mil páginas nascem mil imagens,
que são tantas quantas as miragens
que ousamos sonhar... viver...
construí um castelo, sobre um rio a correr,
sem margens, sem mar onde desaguar...
meu castelo, será um barco, uma estrela a brilhar,
onde não existem sonhos, nem palavra "amar"...
sábado, 14 de dezembro de 2013
sonho e fantasia...
são tão breves os sonhos,
longos os invernos sem a manhã,
fugazes as tardes de verão
como a areia que nos foge da mão...
mas hoje brilham mil lâmpadas por aí,
mil sonhos de criança...
hoje ouço vozes, talvez a fantasia
em cada piscar de luz na noite fria.
riem-se meus pensamentos,
meus ideais de ontem, de sempre.
quisera eu ser fantasia de natal,
longas barbas, sorriso contagiante,
pudera eu ter renas que voam,
e de estrela em estrela cintilante,
abraçar os sonhos, os sonhos de ontem,
de hoje, de amanhã,
e num click, dar-lhes vida,
um sorriso, uma história, ou um "até já"...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
boa noite....
é noite, num setembro ainda de verão...
as noites quentes e ao mesmo tempo frias,
são como pedras no caminho dos sonhos
onde não existe paraíso nem imaginação,
apenas vales entre montanhas,
desfiladeiros vivos, ecos do coração...
quarta-feira, 24 de julho de 2013
momentos.....
apenas um beijo na brisa da tarde,
um olhar ardente no tempo que passa,
um cigarro partilhado por entre o desejo
que fervilha, olhando o rio, águas mansas...
e de pequenos nadas, se faz história,
por entre caruma e azul confidente,
no silêncio dos pássaros que esvoaçam,
no comprometimento das árvores surdas...
deslizam as gaivotas nas águas paradas,
tecem-se sonhos na brisa que passa...
sexta-feira, 24 de maio de 2013
nada a dizer...
entrego-me à noite com a paz
que me ditaram teus olhos.
em minha mente, não há amanhã,
não há futuro,
não há sonhos já sonhados,
apenas o presente,
apenas lembranças de ontem,
a envolvência dos sentimentos
e da paixão.
relembro cada frase, cada palavra
extraída de teu coração,
como se todas as paredes das casas fossem brancas,
e todos os jardins fossem verdes,
como se não houvera mais manhãs de nevoeiro,
e o mar fosse um lago de calmas águas.
o travesseiro é meu fiel companheiro,
e partilhamos, discutimos cada momento...
talvez sejam loucos os aprendizes do amor,
talvez inventem fantasmas
quem é perseguido pela dor...
terça-feira, 14 de maio de 2013
nas nuvens....
como se fossem manhãs de nevoeiro
ou fins de tarde sem pôr do sol,
assim vagueiam meus pensamentos
sem rumo certo, sem timoneiro,
desembarcando em terreno mole,
pantanoso, como se num cais de tormentos...
abro mão de minha jangada de pedra,
último reduto, tábua de salvação,
e pé ante pé invento nuvens, aconchego,
abraços no tempo à minha espera,
templo esculpido, quase tentação,
onde só o amor entra e ganha sossego...
segunda-feira, 13 de maio de 2013
ser criança... outra vez...
amanhã quero ser criança
como se calhar nunca fui,
fazer birras,
levar os cadernos á escola,
passear o pão seco na sacola,
andar descalço por aí...
fazer desenhos do sol sorrindo
e as casas com jardim,
barcos dançando no mar,
e meninos sem braços,
sem dentes,
desenhos sem ponta, sem fim...
mas sendo criança, vou sonhar,
lançar papagaios ao vento,
barcos de papel na água do charco,
roda de bicicleta jogando o arco...
fazer de conta que viajo no tempo
talvez encontre namorada
qual boneca que a irmã tem arrumada...
amanhã quero ser criança,
mas também crescer, duma assentada...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
o tempo...
abrem-se as janelas do tempo,
que já passou, que vai passar...
espreito sem entrar, e nada vejo.
que importa o passado, o futuro,
se é o presente que me faz sonhar...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Dia de primavera...
inventam-se as tardes,
os dias, as manhãs de primavera,
inventa-se o sol,
inventam-se sorrisos e alaridos,
um relvado, uma toalha à tua espera...
e assim amor, de uma quimera
chegamos ao paraíso,
onde não há nuvens, nem dias cinzentos,
apenas sonhos e muitos passatempos...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
os pássaros...
eram dois pássaros negros,
negros como os xailes das mulheres viúvas...
sobre os cabos que atravessam a rua,
eles se tocavam, se catavam,
penso até que se beijavam.
cantarolei, assobiei,
mas não me ligaram.
peguei máquina fotográfica,
disparei,
e eles não se incomodaram.
assim se passou o dia,
passaram-se outros dias, outras noites,
e os pássaros como por magia
ali ficavam, como se não houvera fome,
sede, ou coisa alguma...
os pássaros que ali estavam,
não eram aves, nem sombras do além,
mas tão só reflexos de nós,
almas gémeas em sintonia,
pedaços de nós viajando no espaço,
matéria viva do encanto eterno...
domingo, 7 de abril de 2013
imaginário...
seria tão fácil
te levar ao mundo dos sonhos...
seria tão difícil
me perdoar, se te decepcionasse...
segunda-feira, 18 de março de 2013
minha casa...
pedra sobre pedra
vou construindo a casa,
alicerçada no sonho,
no ar que respiro.
são quatro as paredes,
e o tecto, um universo de estrelas
iluminado pela lua cheia...
o leito, esse baloiça nas nuvens...
domingo, 10 de março de 2013
tu sabes...
ainda que as flores
que um dia te dei,
e que disseste
não murchariam jamais,
mas que eu sei Amor,
se transformaram em pétalas no teu livro...
ainda que um dia,
todas as palavras
que trocamos
sejam palavras gravadas em folhas de papel...
tu sabes Amor,
o que são flores,
o que são palavras,
o que são gestos,
se gravado no coração
está o sentimento maior em forma de amor e paixão?
e não me queiras mal,
não me julgues mal
por alguém amar assim,
quando amar é o inicio, o durante e nunca o fim...
tu sabes Amor,
que olhando meus olhos,
leste o interior de minha alma,
e saciando teu corpo com meu corpo,
eles se fundem como se houvera uma só vida...
tu sabes Amor, esta é uma história à muito prometida...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
desassossego...
é de sonhos o teu mundo,
onde voam navios, carros e pessoas...
pegas minha mão, levas-me contigo,
e fazes-me entrar no teu mundo de sonhos,
onde brilham cores de azul, vermelho e amarelo.
em cima de um móvel de nobre castanho,
pequenos navios, carros, e bonecos,
tudo objectos de brincar.
nesse teu mundo, lindo, mas estranho,
fitas meus olhos e murmurando baixinho
dizes, fica comigo...até o mundo acabar...
domingo, 20 de janeiro de 2013
amor e fantasia...
preciso de teu calor,
desse sangue que te corre nas veias
e seca teus olhos, teus lábios,
como se um vulcão em chama.
abraço-te,
meus dedos, esguios dedos,
percorrem teu corpo
e se perdem nos enredos.
beijas-me,
incendeias meu corpo
com a lava rubra do amor,
e aos meus olhos, renasces em flor...
é suave o chão de areia
onde se devoram corpos insaciáveis,
e teus olhos ganham lágrimas,
e teus lábios ficam molhados,
e teu corpo no meu, imutáveis,
olhando o céu como rochedos no mar...
um dia, se Deus quiser, vamos voar...
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