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quinta-feira, 12 de março de 2015

brumas na cidade



por entre as brumas da manhã,
em cada raiar do dia,
um olhar ao horizonte,
uma ponte no pensamento...

e são tantas as pontes,
as partidas e chegadas,
sorrisos, lágrimas, que importa,
são resquícios de saudade na madrugada.

abrem-se os braços 
em longos abraços, 
como pontes abraçando as margens,
fortes, eternos, como laços sem nós...

perco-me nas brumas da manhã,
entre o raiar do dia
e as pontes no pensamento...
talvez o horizonte seja ali... ali, no fim do tempo.


sábado, 12 de julho de 2014

um beijo na manhã...



vieram os pássaros, de longe,
nas asas, o perfume das manhãs de neblina,
no bico, as frases que fazem sonhar...
um a um pousaram em meu ombro
e deixaram recados no coração,
melodiosos, com seu cantar...

se eu fosse pássaro, se eu soubesse voar,
a cada levantar da neblina, um beijo, no teu olhar...



segunda-feira, 30 de junho de 2014

nos braços da manhã...



deito-me com os sonhos,
acordo nos braços da manhã...

os raios do sol afagam meu rosto
e sinto seu hálito num terno beijo...
faz tempo, tanto tempo
que não sinto o calor de um beijo,
a maciez, a frescura de um lábio
percorrendo, tacteando
um corpo sedento...

faz tempo... tanto tempo...



domingo, 1 de junho de 2014

em teu ventre, manhã...


horas tardias para quem, na madrugada
se perdeu, e lentamente
vai sulcando passo a passo
o ventre da manhã,
pedindo um cantinho, seu espaço.

faz-me falta o grito do amanhecer,
a luz do olhar, 
o carinho de teu abraço,
o palpitar de teu corpo
na sede do querer.

horas tardias, tanto, tanto a dizer
em palavras que não se ouvem,
que se dissipam entre as quatro paredes...
só vós sabeis entender
o fogo dos sentidos.

esconde-te noite, deixa clarear,
renascer a emoção,
reacender o fogo do luar da paixão
por entre as estrelas...
deixa-me sair de teu ventre, manhã....




segunda-feira, 26 de maio de 2014

aromas da manhã...


no ar fresco da manhã, os aromas,
as lembranças, as palavras
ainda ressoando no tempo,
com toda a gente que passa
com ou sem destino certo...

que importa... leva-as o pensamento,
as horas certas do relógio,
e nem reparam quem fica,
quem, no olhar, está ausente
ou tão só, só, no meio da gente...

o ar fresco da manhã, é uma ilusão,
é um escape, hipotética recaída
nos caminhos sem direcção,
ou trilhos perdidos...quantos, sem saída...


terça-feira, 11 de março de 2014

nasceu o sol, meu amor...



nasceu o sol, meu amor,
e como é lindo o amanhecer,
como se o dia , em forma de flor,
perfumasse o nosso querer
qual bouquet em nosso regaço...

extasiados, solta-se teu abraço
num aperto que prende a alma,
e dá razão aos sentidos...
soltam-se de paixão os beijos
em espaços para tantos proibidos.

que importa a gente que passa...
nasceu o sol, meu amor,
cantam as aves em redor,
solta-se a música com tanta graça
que até esquecemos de fazer amor...



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cinzenta a manhã....



pouco fértil a manhã
nas palavras que não direi,
nos pensamentos que não escrevi,
e nas noticias que não li...
O tempo está do avesso, eu sei,
e a ausência do que me prende
também me transcende,
desequilibrando o ser...

manhãs cinzentas, sem o sol nascer,
não deviam existir,
quando muito chamá-las quando quiser,
quando o amor não sorrir
ou a tristeza tomar lugar...

fecho as portadas de par em par...
no silêncio das quatro paredes,
por entre as nesgas de luz,
talvez veja alguma cruz
nesta saudade, que não mata, mas faz sofrer...



domingo, 12 de maio de 2013

manhã de domingo....



faz-se tarde na manhã de domingo...

palmilhando a areia molhada,
apenas eu e o mar,
e o zumbido de barulho lá longe
talvez do lado da estrada...

que importa, se são os carros 
querendo estacionar,
ou as crianças chegando,
em algazarra para brincar...

continuo absorto nos pensamentos,
com a brisa sem teu perfume,
mas com teus encantos em meu olhar.

sabes, se me perguntares 
de que cor era a manhã de domingo,
eu só saberei dizer que era azul,
azul como teus olhos celestes,
que nos meus se perdem sorrindo,
porque nada mais eu vi
ou então no areal eu me perdi...



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

fria a manhã...


fria a manhã por entre campos e serras,
fumo saindo pelas chaminés, no meio do sossego,
e no fim de tudo, o principio de tudo,
a paz vitoriosa como se dona das terras...

entrego-me ao silêncio da manhã de Dezembro,
ausculto as ideias, o pensamento,
inalo o perfume que me trai o sentimento,
até que a brisa traga novas de quem chamo.

abro os braços à vida, e num abraço, a união
em forma de mil afectos, tal a comunhão
testemunhada pelo frio da manhã,
pelo silêncio quebrado pelos gritos da paixão...

estranha forma de alcançar o paraíso,
onde a paz, o silêncio e a vida, têm origem no coração...

sábado, 17 de novembro de 2012

Manhã de sábado...


ri-se o silêncio neste tempo sem cor, sem luz,
sinto que o ouço...
ou serão meus cinco sentidos em lamento,
já sem discernimento,
pelo forte bater do coração?






terça-feira, 9 de outubro de 2012

Amanhã...ao acordar...


Amanhã, de manhã,
no momento de acordar,
eu sei que vais chegar
com o café da manhã,
e teu rosto a sorrir....

suavemente vais me chamar,
tuas mãos vão me tocar,
teus lábios vou sentir
no teu doce beijar,
amanhã ao acordar...

e as paredes terão o azul do céu,
e o tecto o brilho do sol,
como se o mundo fosse só teu e meu,
e o paraíso, um lugar ao sol
onde habitavam só tu e eu...

Amanhã, de manhã,
será sempre um novo dia,
cheio de encanto, de fantasia,
mundo de sonhos e de esperança
que só amando se alcança...

Amor, Amanhã de manhã,
mesmo sentindo-te ausente,
sei que estarás presente
no sabor do café da manhã,
na brisa que passa, na minha mente...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Um Rosto Na Manhã de Sol e Poesia...



suave, fino e terno é o seu rosto,
olhos esguios, subtis, de princesa,
moldados pelo cabelo extenso e fino...
e foi esse seu rosto, que me deu certeza
do momento mais querido e lindo,
que algum dia o coração vivera...

e nem o frio do inverno na manhã,
cheia de sol, sonho e poesia,
me fez ausentar do momento de fantasia,
que era te ter tão perto, demasiado perto,
que até nossos sorrisos, na sua inocência lia,
sorrisos de um futuro que seria certo...

E hoje, ao vê-la na sua pose de menina sentimental,
voz meiga, carente, doce... algo possessiva,
a certeza de que muitos invernos vão passar,
o sol, o sonho e a poesia, permanecerão no ar,
ainda que os desencontros sejam afinal
tanta dor, para que aquele rosto continue a brilhar...





sábado, 14 de julho de 2012

Manhã de sábado...


 
Veste-se o céu de nuvens
que rápido passam...
Aqui e ali, raios de sol,
esperança de vida
numa manhã tão sem graça,
animada pela voz sussurrante,
por entre montanhas perdida,
pelo lado do mar encontrada...
E relembro as manhãs de inverno,
manhãs frias, devorando estrada,
ansiando, suplicando pela primavera,
não a primavera do tempo,
não a primavera da vida passada,
mas a primavera que é teu corpo,
florindo, de desejos asseada...
Ai meu amor de algum dia,
amor sereno, de sonho e alquimia,
um dia serás verão, após a madrugada...

domingo, 29 de abril de 2012

Bom Dia, Bom Domingo!!



da minha boca, ainda seca na manhã,
saem palavras de amor, sussurrando,
como se letra a letra, estivesse te amando,
como se através dos meus lábios, doces,
chegasse até ti o meu café da manhã...


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Café da Manhã...



Despertam os sentidos em cada amanhecer...

lentamente sentimos pulsar a vida

em cada gesto, num olhar ainda preguiçoso

lamentando o tempo perdido no adormecer.

O espírito anseia dose dupla numa bebida,

num café da manhã, em cada acordar...


Café da manhã... uma bebida, uma paixão,

um estimulante, quase perdição...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Apenas na manhã...


http://img.alibaba.com/photo/306460627/bus_stop_shelter.jpg


Paragem do autocarro, 7:30 horas da manhã. É pouca a gente na rua, quase sempre os mesmos, e cada ser tem sua tara, mania, cada um tem algo só seu que o identifica, a sua personalidade.

Olho cada um sem prender seu olhar (que pensariam de mim...) e neles vejo resignação, apatia, noutros vejo dor, sofrimento, e noutros ainda a loucura ou o principio do fim. Triste fado de quem vive assim, de quem olha em redor e nada deve ver, porque não há nada para ver...

Olham o silêncio, o vazio, olham sem se aperceberem dos autocarros que passam, do metro que vai e vem. Estes seres não estão ali, e nada me diz que estão vivos, presentes neste mundo que ainda tem alguma cor.

Deixo de pensar em quem me rodeia (farei eu parte desta teia?) e busco meu intimo, meu sentido na vida

É dificil a pesquisa, e ao mesmo tempo me atropelo em montanhas de ideais, outras tantas de sentimentos, mares de felicidade.

O ser humano que nasceu da perfeição, tudo altera, se consome em futilidades e no dia a dia permite que se diluam no nada as sua legitimas ambições, seus desejos de felicidade e sonhos por realizar..O ser humano é um poço de contradições

Chega o autocarro e nele a viagem com destino certo, sempre pelas mesmas ruas, sempre com a mesma paisagem

Aqui e ali, "bolsas" de gente, resignados, numa prisão feita à sua medida que é a estação do metro. Não se falam, não se olham, não se conhecem, quem sabe não se odeiam? Olho para eles enquanto dura o semáforo (outra forma de prisão), e sinto pena, pena de que se me olharem com olhos de ver, também terão pena de mim..

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ar Matinal...





Lentamente amanhece o dia

como ontem, e anteontem aconteceu,

talvez mais luz, ou menos nuvens,

talvez igual e eu nem dou por isso,

talvez a diferença esteja em mim...


De par em par, se abrem janelas,

e respirando o ar da manhã,

lembranças dos dias que eram eternos,

que mesmo chovendo, eram lindos,

que fazendo sol, eram belos...


E no entanto os dias continuam

lindos, belos ou assim, assim...

O que mudou dentro de mim?

O que meus olhos não enxergam mais?

Que sonhos se esfumaram no tempo?


Respiro novamente o ar da manhã

e me critico, asperamente me recrimino

por não apreciar o que a vida me dá,

por não agradecer o ar que respiro,

por não aceitar o presente que vivo...