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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

alucinações...












horas mortas na tarde cinzenta,
a chuva e o vento em sintonia,
como os amantes abraçados em qualquer esquina...

a sebe, de folha pintada de Outono,
balança ao sabor do vento
arrepiando a mente com imagens inventadas...

parece gente, ou espírito em forma de gente,
num vai-vem medonho, 
pronunciado pela luz do candeeiro,
imaginado numa mente débil e perversa...

ligo o motor do carro,
faróis em "longo alcance",
e arranque sem olhar para nada...

no meu horizonte, 
olhos que vêm, sem nada ver,
procuram a brisa da madrugada
e as imagens da primavera, para lá do monte... 




terça-feira, 18 de agosto de 2015

porque brilha o sol....


quanta imensidão entre o céu e o mar,
vazio onde se perdem o pensamento e os sonhos.
bem alto, brilha o sol, clareando as ideias
e a alma, num sossego inventado pela luz ...
deixo-me adormecer qual pássaro na árvore,
atento e ao mesmo tempo quedo, quase irreal,
fingindo nada ver, nem ouvir, nem sentir.
talvez o sol não deixe de brilhar...
e talvez o vazio seja um mundo a descobrir...



quarta-feira, 11 de março de 2015

nunca mais...






nunca mais direi nunca,
nem nunca mais
serão demais as palavras
ditas, ou que ficaram por dizer...

folheio mais uma página,
um capítulo
deste livro na memória,
qual eterna história
ainda inacabada,
de lágrimas vestida,
de luto manchada...




terça-feira, 20 de maio de 2014

na palma da mão...


é nas águas calmas de um rio
que navega o pensamento,
sem barco, sem remos,
apenas flutuando, deslizando
tal a leveza que leva dentro...

não ousem tocar, acordá-lo,
ou numa pequena onda
puxá-lo à margem,
pretende-se demorada a viagem
antes que o mar possa levá-lo...

se chegarem as chuvas de Abril
e se os desenlaces forem mil,
outras águas calmas surgirão,
num rio, num ribeiro, numa concha em minha mão...


domingo, 18 de agosto de 2013

ouvindo o silêncio....


cálida a noite,
por entre as sombras,
por entre o luar,
por entre o silêncio que faz...

e no silêncio, o murmúrio de vozes,
chamamento,
por certo o pensamento
em laivos de saudade.

perscruto a voz do silêncio,
o rumor das folhas do arvoredo...
quisera eu ouvir de verdade
a voz de teu coração...

deixo-me adormecer nos teus braços,
(imaginários eu sei),
mas serão teus abraços 
que me levarão ao céu, como um dia sonhei...


domingo, 19 de setembro de 2010

Deserto...




Hora nocturna, sem desejos, em desvario,

hora morta, no silêncio que se impõem.

No seio de mim, bate forte o pensamento,

ruge, desespera-se na contradição...

No momento presente, neste ar que respiro,

parir seria eleição, gratificação talvez

para o deserto que em mim floresce...

Fazer nascer palavras, sentimentos, sonhos,

fazer nascer sem o tempo para dar à luz,

nesta hora nocturna, sem desejos, em desvario...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Divagando

Breve acordar,

breve sentir,

de te ver partir,

e nada ficar,

nem o sentimento,

ou o gozo do momento,

tudo parece vazio...

E na réstia de calor,

nasceu frio,

como se o Amor,

pudesse transformar gelo

num paradisíaco rio...

Vidas desfeitas,

corações violentados,

de promessas feitas,

de corações apaixonados...

Rumos diferentes,

corações ausentes,

Passos perdidos,

Pêsames sentidos...