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quinta-feira, 12 de março de 2015

brumas na cidade



por entre as brumas da manhã,
em cada raiar do dia,
um olhar ao horizonte,
uma ponte no pensamento...

e são tantas as pontes,
as partidas e chegadas,
sorrisos, lágrimas, que importa,
são resquícios de saudade na madrugada.

abrem-se os braços 
em longos abraços, 
como pontes abraçando as margens,
fortes, eternos, como laços sem nós...

perco-me nas brumas da manhã,
entre o raiar do dia
e as pontes no pensamento...
talvez o horizonte seja ali... ali, no fim do tempo.


domingo, 4 de maio de 2014

outras pontes...



quanta sede em meus lábios,
nestes olhos queimados e tristes,
pelos teus, que na manhã seduzistes
e entre nós se fez ponte.

num corpo parado olhando o horizonte
qual navio naufragado aguardando abate,
já não choram os olhos (é bom o disfarce),
mas morreram as palavras, os risos, ficou a dor...

enrolando na areia, vem o mar no seu esplendor,
e o que ontem foram dunas, espaços dos amantes,
tudo se perdeu, restam as memórias já sem graça.

fica a sede em meus lábios, no pensamento que passa,
até que chegue o dia, em que tudo será como dantes,
sem resquícios de sede, sem pontes entre nós...