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terça-feira, 25 de abril de 2017

na janela...





a noite chega, devagarinho,
quase sem darmos por ela,
apenas o céu e o infinito,
as estrelas e a lua,
e o pensamento que se perde
no parapeito da janela virada para a rua...
queima-se mais um cigarro,
inventam-se "argolas" no fumo
lançadas no espaço... sem rumo.












quinta-feira, 17 de novembro de 2016

conversas na noite....










de lua luminosa, grande,
são as noites que abraço da minha janela,
tão demorados, quase eternos
os momentos que falo com ela,
antes que o tempo se vá arrepender...
se eu pudesse,
se mandasse no tempo,
cada noite seria um evento
só para te ver assim, luminosa e carente,
mas sou apenas um vagabundo como tu,
espreitando e sonhando,
e assim,  sonhando mente
ao coração que pula e sente...
chega o amanhecer,
um raio de luz, um querer mais que querer,
um barco na crista da onda,
para me levar, sem ordem de voltar,
até onde o sonho quiser...



sábado, 22 de outubro de 2016

na noite...







não sei onde nasce a noite,
nem o vento,
nem a chuva que forte cai,
mas deve vir de outro mundo,
sem gente,
sem céu, sem lua.
 
a noite que parou na minha rua,
mete medo
às gentes, aos animais
que ninguém vê,
porque se esconderam, em segredo...








quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

na noite...


estás só na noite, ouvindo o vento,
a chuva que forte bate na vidraça...
abres um livro, onde lês cada linha do desassossego
como se fosse o ar que respiras,
mesmo sabendo que são iras do medo.
os cigarros queimam-se a cada pensamento,
e a bebida à muito que secou...
sim, estás só na noite e no tempo,
e este conspira contra ti, segreda-me o vento...



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

outros aromas...



porta entreaberta,
silêncio na noite
e o brilho das estrelas...
pinto a aguarela
de negro e azul
que só os pássaros vão entender.

cansado,
reclino-me num sofá inventado
e tento adormecer...

estrelas, velai por mim,
não vá o mar me levar
e me deixe naufragar,
por entre os aromas de algum jardim...


terça-feira, 12 de agosto de 2014

outros jogos...



a cada manhã, chamavam pelo dia,
afastando a noite, as trevas,
chamavam pelos bichos do monte,
pela liberdade das aves.

na fantasia do momento,
esqueciam-se do lugar, do tempo,
do sol que os cobria em tons dourados
como se predestinados, abençoados...

tão loucos, tão sem memória...
perdidos nos jogos de sedução,
não viram chegar a lua, a noite,
e se perderam algures, na escuridão...




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

na noite....



a noite é minha companhia,
tão só, mas vigilante, eterna timoneira
de meus passos errantes...
mas a cada raiar do dia,
solta-se de meus braços,
não vá alguém estar de vigia
e dizer ao mundo que somos amantes...

e voa, desaparece no clarear
de mais um amanhecer, para logo voltar...
noite, somos tão felizes assim...
tu, sombreando a luz da vida...
eu, entre tua sombra e causa perdida...




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

boa noite...



eram de longe as pétalas das rosas
que a brisa suavemente me entregava.
perfumadas, aveludadas,
cada qual tinha sua cor
e cada uma seu recado de amor.

eram de longe os beijos da manhã,
o acordar de leve como o deslizar do rio
tocando solenemente nosso corpo,
e cada beijo, uma melodia,
uma história, um hino à alegria.

eram de longe os feiticeiros,
os artífices do medo e da penúria
que padecem pelos desencontros no tempo,
e o tempo, a sua capacidade de renovação,
tudo altera, até o que não mais tem solução...




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"dorme bem"



sem vacilar, em breve escrita,
saem das mãos o adeus, 
o silêncio em forma de palavras...
"dorme bem"...

como se do desejo em forma de ritual,
os sonhos e os pesadelos evaporassem
e deixassem o corpo levitar,
tal e qual uma pena de ave no ar...

a custo, relê a mensagem... "dorme bem"...
aperta-se o coração, os lábios
pelo mundo que ficou lá fora...
acorda manhã... chegou minha hora...




sábado, 1 de fevereiro de 2014

chegaste, noite...



chegaste, noite... ainda é tão cedo...

o livro ainda inacabado sobre a mesa,
os registos espalhados, alguns caídos pelo chão,
se alguém lhes toca, os lê, vão lá entender
as palavras do coração...

mas tu noite, és testemunha do querer,
quando na tua companhia, olhando o céu,
fazia versos à lua, e só ela me respondia
com o luar que só os amantes sabem ler...

chegaste noite... falta muito para ser dia?




sábado, 21 de dezembro de 2013

na noite...





anoiteceu tão rápido...
vieram os senhores do tempo
e levaram o sol, a luz,
levaram a magia 
que me permitia ver teu olhar...
vez, sem esse encanto,
como vou adivinhar
o que me quer dizer teu olhar?
e se me mentes,
se me dizes o que não sentes?
não, não digas nada,
as luzes da madrugada
são infiéis...
são sombras perdidas
aqui e ali, entre os casais escondidas,
e de tanto saberem, tornaram-se cruéis,
nas mentes, visão perturbadora e tão malvada...



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

caminhante...



é noite, como noites são as horas vazias,
perdidas, irremediavelmente tristes
sem o aconchego de um abraço,
de um beijo, de um carinho...

diz-me a aragem fria
que a noite não é boa companhia,
que as almas são tentadas, seduzidas
por outras almas eternamente perdidas...

acendo uma vela, uma luz no caminho,
a noite não me fará mal...sou um pobre peregrino...



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

na noite, no silêncio...



noite... noite e silêncio,
acolhimento,
entretenimento,
um livro a ler...

na TV, imagens em corrupio,
no silêncio,
e de fio a pavio
escrevem-se coisas
só para dizer, "existo"...

apago a luz,
o sono fazendo sinal
de que é ele quem conduz
minha caminhada...afinal
minha vida é controlada...

fecho os olhos,
mil imagens no pensamento,
histórias, chamamento...
desligo a válvula de entrada,
venha depressa a madrugada...




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

na noite...



hoje não há estrelas no céu,
nem canto da lua,
nem um abraço teu...

vou fingir que não nasceu o dia,
que a noite se esqueceu
de me despertar, e só, tão só,
adormecerei num casulo só meu...




quarta-feira, 29 de maio de 2013

ainda é cedo...


ainda é cedo...

a noite é boa companhia,
mas o orvalho que cai
fazem-na fria,
impessoal,
sem máscara
humana ou fantasia...

aqui e ali os faróis
dos carros que passam,
e quando passam,
a aragem arrepia
como se o demo viajasse ao lado...

na algibeira, uma fotografia,
uns trocos para a bebida
que vai aquecer a alma...
a noite é boa companhia,
mas no vazio da noite
faz falta um abraço apertado...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

nada a dizer...



entrego-me à noite com a paz
que me ditaram teus olhos.

em minha mente, não há amanhã,
não há futuro,
não há sonhos já sonhados,
apenas o presente,
apenas lembranças de ontem,
a envolvência dos sentimentos
e da paixão.

relembro cada frase, cada palavra
extraída de teu coração,
como se todas as paredes das casas fossem brancas,
e todos os jardins fossem verdes,
como se não houvera mais manhãs de nevoeiro,
e o mar fosse um lago de calmas águas.

o travesseiro é meu fiel companheiro,
e partilhamos, discutimos cada momento...
talvez sejam loucos os aprendizes do amor,
talvez  inventem fantasmas
quem é perseguido pela dor...


quinta-feira, 28 de março de 2013

a noite e o silêncio...



triste a noite com a chuva nas vidraças,
o breu que se apoderou das camélias em flor,
e o silêncio que vai sangrando...sem dor.
as noites de chuva incendeiam noites de amor...






terça-feira, 29 de janeiro de 2013

teu nome...


às vezes penso que não tens nome
ou se o tens, eu já esqueci,
porque já não me lembro de te chamar
ou sequer te enviar carta do correio...

leio mensagens tuas em meu coração,
todas as letras,
todas as estrelas que desenhaste,
e nenhuma tem as cores de tua mão.

ah se as palavras que inventas,
os momentos
que na penumbra sonhamos
não fossem mais o cabo das tormentas...

fecham meus olhos o silêncio das palavras.
não me queixo.
de que me serviria chamar teu nome
se a noite se fechou no mundo das trevas...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sons na noite...


de que medos
são as vestes que te cobrem,
de que sinais
são os rumores que te ferem?

talvez seja apenas a brisa,
que na tarde fria e húmida
te traga sons de uma canção perdida,
com melodia de embalar.

deixa entrar,
e junto à lareira,
com manta a aconchegar,
façamos um hino à vida...


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

era noite...


era noite,
como tantas as noites
que a vida nos fez sonhar...

caminhando, contava os passos
que levariam ao infinito,
espaço perdido
entre o imaginário
e a realidade, com todos os laços
que não fazem mais sentido...

Quão belas as noites
de sonho e fantasia,
de encontros e reencontros,
de sussurros, que noite após noite,
marcam o nosso tempo...

e vivendo assim, sem lamento,
em noite de grande tormento,
sonharemos ver estrelas...