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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

sensações...




lentamente voavam os pássaros,
as nuvens que os deuses pintaram no céu...
cá em baixo, entre o areal e o imenso mar,
a saudade, a dor secreta e fulminante
que no silêncio nos faz naufragar...






sábado, 9 de agosto de 2014

registos...



um após outro, todos os registos
renascem, como palavras vivas
que ditam ordens, preces...

vestem-se de cores vivas, alegres,
perfumados pelas flores do campo,
e enfeitados pelos cachos da vinha...

dançam... dançam como só os loucos
ou os inebriados pelas drogas,
e quem os lê, desfalece,
que de saudade, a alma padece...



domingo, 27 de julho de 2014

bom Domingo....



tão férteis os meus campos de cultivo,
onde tudo nasce, germina a cada amanhecer.
lancei sementes de sol, e de lua cheia,
reguei com lágrimas de saudade,
e aguardo... talvez renasça vida, 
talvez tudo seque com a água salgada....




sexta-feira, 25 de julho de 2014

partilhas...




partilho contigo todos os segredos,
todas as ânsias, certezas e... meus medos!!
partilho contigo o aroma do mar,
os passeios, os abraços, a sedução no olhar!!
partilho contigo a saudade...
a luz ténue, perdida, pelos cantos da cidade!!



quarta-feira, 23 de julho de 2014

raízes...



de que seiva,
de que ar,
de que vida,
se alimentam
as raízes que nos prendem?

como fugir,
esquecer,
ou tão só libertar
o corpo, a alma,
dos abraços eternos?

cada raiz
é um abraço,
um eterno laço
sem palavras,
sem falsos gestos...



domingo, 29 de junho de 2014

navegando...



de quantos paus se faz uma jangada,
uma bóia de salvação?
de quantos paus é feito um sonho,
e quantos os nós para a libertação??

um a um vou desfazendo,
mas eles renascem na palma da mão...

de quantos paus é feito um sonho,
e quantos os nós para a libertação??



sábado, 7 de junho de 2014

outras viagens...


fica...não partas ainda,
tão cedo  para a despedida,
para um adeus sem palavras...
fica...não leves de mim 
os sons do mar,
nem o silêncio da serra...
fica...o céu é tão longe,
as estrelas ainda brilham
e a lua continua a contar-me histórias...

mas se resolveres partir,
não leves tudo de mim,
não leves os sons, os aromas,
não leves as imagens
não leves os gestos do amor,
os gemidos reprimidos...

fica, como ficam os loucos olhando a paisagem,
sem regresso, sem bilhete de viagem,
mas explorando os sentidos...


a carta que nunca escrevi...


meu amor, amor que nem sei se existe,
faz tanto, tanto tempo que partiste,
que nem sei se algum dia te conheci...

por certo algures nos conhecemos,
por certo em muitos locais amor fizemos
e fomos felizes...senão, não escrevia para ti...

mas sabes, são tão poucos os momentos de lucidez,
que nem sei quando vejo a verdade em toda a embriaguez
que me toma, quando leio o que escrevi.

chamei-te de "amor" como te chamaria outro nome qualquer,
desde que teu nome fosse um lindo nome de mulher,
mas não, não me lembro se algum dia o proferi...

olha, só agora me dou conta (ai esta minha cabeça...)
que não sei tua morada, nem sei a quem peça
que te faça chegar a carta, que escrevo e em voz alta reli.

se não receberes noticias minhas, se a carta se extraviar,
nada perdeste, quando a escrevi, senti-me sonhar
num amor que nunca tive, mas algures na vida eu sei... eu o vivi....



domingo, 4 de maio de 2014

outras pontes...



quanta sede em meus lábios,
nestes olhos queimados e tristes,
pelos teus, que na manhã seduzistes
e entre nós se fez ponte.

num corpo parado olhando o horizonte
qual navio naufragado aguardando abate,
já não choram os olhos (é bom o disfarce),
mas morreram as palavras, os risos, ficou a dor...

enrolando na areia, vem o mar no seu esplendor,
e o que ontem foram dunas, espaços dos amantes,
tudo se perdeu, restam as memórias já sem graça.

fica a sede em meus lábios, no pensamento que passa,
até que chegue o dia, em que tudo será como dantes,
sem resquícios de sede, sem pontes entre nós...



sexta-feira, 2 de maio de 2014

escrevo para ti...


escrevo para ti, 
com as palavras coloridas que invento...
Sabes, nunca fui bom pintor,
mas as palavras aqui desenhadas
ganham cor,
ou não fossem palavras de amor...

assim, amor
rima com flor,
e o pequeno ciúme
rima com perfume.
saudade...
essa só rima com verdade,
a verdade dos corações sinceros,
sem os espinhos das rosas
mesmo nas mais formosas.

escrevo para ti, 
num dialecto que os olhos entendem,
que os lábios percebem,
e ao escrever-te, meu coração sorri...


domingo, 2 de março de 2014

BOM DOMINGO...




gota por gota, ainda no leito, ouve-se o cair da chuva
lentamente, como se não houvera pressa,
pressa de desistir dos dias tristes e cinzentos...
através da vidraça, reparo no jardim,
na rua deserta onde ninguém passa...
como são tristes os Domingos sem tua luz, tua graça...



domingo, 1 de dezembro de 2013

bom domingo...





talvez seja o ritmo do tempo,
as horas marcadas pelo compasso
lento e tão certo do relógio...

talvez seja click do pensamento,
querendo preencher o espaço
ditado pela tua ausência...

sim, faz-me falta aquele abraço
perpetuado nas manhãs 
e abençoado pelo vento...



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

saudade....



de que é feita a saudade
e a dor da despedida?
de que é feito o amor
e a alegria á chegada?

sabes Amor, só na partida
sentimos o clamor
que brota dentro do peito,
e tudo fica sem jeito
se o regresso
não tem data marcada...

e assim se passam os dias...
e assim se inventam dias
que juramos não sonhar...
mas nós sonhamos sim,
e a saudade há-de ter fim...



sábado, 7 de setembro de 2013

meus barcos...



lancei meus barcos ao rio,
barcos de pescador sem redes.
em cada barco, um baú de recordações,
histórias vividas ou violentadas entre paredes...

esses barcos não têm timoneiro,
não têm vela para seguir os bons ventos.
são barcos fantasmas, perdidos,
como os corações sós, sofridos, entre lamentos...

se os vires, não tenteis a salvação,
deixai-os seguir, naufragar entre as turvas águas,
deixai-os afogar, que se apaguem as memórias,
as agonias, os sonhos e as mágoas...




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

até amanhã...



passam os minutos, os dias, o tempo
que nunca soubemos ter,
que nada fizemos para viver...
girando a terra, adormecem as incertezas
num sono profundo, de tudo alheio,
esperando um novo renascer,
o sol da manhã, o perfume do teu ser...





sexta-feira, 31 de maio de 2013

ouvindo o silêncio...


por entre os murmúrios do silêncio,
as lembranças saltam, dançam
num carrossel algo sem jeito..
ah este silêncio das pedras presas,
da noite sem viajantes...

faz-me falta o espreguiçar do mar,
a infinidade no olhar,
faz-me falta ouvir o bater do coração
e os segredos da alma...

talvez o murmúrio do silêncio
me traga melodias de embalar,
e em sonhos a cor do teu olhar...

sábado, 11 de maio de 2013

na brisa...




brisa fria, agreste,
sacudindo, baloiçando a saudade
que forte bate no peito...
lá fora, quase o pôr do sol,
quase o fim de tudo,
ou o início do nada...
talvez eu voe com os pássaros,
ou ainda fale com as estrelas,
talvez faça jangada de sonhos
e me deixe levar na brisa do norte...

domingo, 27 de janeiro de 2013

fazes-me falta...


inquieta-me esta paz
que não é a minha.
preciso de luz,
preciso do brilho da primavera,
ouvir o chilrear da andorinha,
preciso viajar no espaço.

fazes-me falta,
como se desatassem o laço
que um dia o amor uniu.
lá fora, os telhados alinhados
choram de mansinho, num abraço
de saudade...

vagueia o espírito
pelo cinzento das nuvens de água,
onde brincam barcos de papel,
onde não há vento, nem ondas,
apenas resquícios de mágoa,
apenas desejos à flor da pele.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Tão perto...


deslizam meus dedos
pela saudade de tua ausência...
que foi que fizemos?
por que caminhos nos embrenhamos,
que tão doloroso
é este sentimento que ganhamos,
e por ele, em amor nos perdemos?

será que ouves meu chamamento?
os poros de minha pele,
a sensibilidade de meus lábios,
todo um querer sem tempo,
em cada tecla, em cada momento,
como se não houvera espaço, ar,
como se fosse tão fácil te tocar?

deixa deslizar meus dedos
pela saudade da ausência,
a tua infindável e dolorosa ausência,
combatendo e adiando os medos,
até que se libertem os segredos...



domingo, 23 de dezembro de 2012

O silêncio da voz....


apenas quis ouvir tua voz
reviver a fantasia ditada,
quiçá criada por tua voz...

e pelas dunas da tarde ensolarada,
apenas quis ouvir tua voz...

pelos trilhos da esperança adiada,
apenas registos, passada a passada,
e nada mais resta... nem tua voz...