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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Apocalypse



Ouçam...ouçam as vozes,

os murmúrios,

ou o silêncio de quem passa...

É o meu povo que na desgraça

se amordaçou, perdeu a graça...


Triste país o meu,

triste a história para contar,

assim como o rei desapareceu

no nevoeiro de além mar,

sobre nós desceu o breu do céu...


Ergam-se cavaleiros da desordem,

avancem soldados na pilhagem,

que outros roubaram o que não era seu...

terça-feira, 25 de maio de 2010

O meu País

O meu país é lindo, lindo de morrer,

onde o sol brilha, e se esconde por prazer...

Tem paisagens verdes como o mar que o banha,

tem planícies douradas, do trigo para a apanha,

tem videiras mil que nos vão dar de beber...


O meu país é pequenino, quase província de outro estado,

tem gente importante, corruptos quanto baste,

tem gente conversando ou dormindo à janela...

É um país pequenino...mas de contraste,

é um país que parece uma favela...


E neste país, lindo de morrer,

muitos fogem, procurando outro país...

Muitos vêm, trazendo o que ninguém quer...

Este país, já não tem filhos de raiz,

é um paraíso para quem quiser.


Parece que tudo está a saque,

e o pobre, a quem roubam o pouco que tem,

em sonhos se veste de fraque,

em sonhos julga-se alguém,

pobre deste povo humilhado e sem vintém....


E no entanto, o povo está sereno,

confia sempre num dia melhor,

até o dia em que com a cabeça num cepo,

lhe vão roubar o sangue, cantando em dó maior,

o vão sugar, o vão lançar ao fogo tentador...


Ai este meu país lindo de morrer,

povo afável, acolhedor, sem algum mal...

Quem quer adivinhar, quem vai concorrer,

quem vai dar nome pomposo, irreal,

a este cantinho (eu ajudo)...que é Portugal??