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sexta-feira, 7 de março de 2014

dia de sol...



fez sol, muito sol na minha rua,
mas não vi crianças brincando
nem pessoas de passo apressado...
apesar do sol na minha rua,
já ninguém mora aqui,
ou se moram, talvez nem gostem do sol
e preferem ver à noite a lua...
mas as crianças, a correria das crianças,
trazem-me à memória lembranças
do menino que na rua corria,
e era feliz à noite... quando adormecia...


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014



como se fosses Anjo,
voa pelas estrelas da imaginação...

como se fosses criança,
dorme em meus braços
ouvindo te contar um conto,
uma história, ou pedaços
de vida...

talvez até escreva um poema
descrevendo a paz em teu rosto,
e nos teus olhos fechados,
quem sabe verei manhãs de Agosto,
algures... fora de tempo...

como se fosses Anjo,
faz da vida um dia de sol e dança ao sabor do vento...


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

divagando...





para ti, Diana

nas asas de Morfeu, descanso o espírito,
mergulho no mais profundo silêncio...
anjos e querubins voando no paraíso,
fazem parte do meu imaginário.

saudades da criança que foste um dia....





sábado, 24 de agosto de 2013

outro tempo....



lembro dos tempos de criança,
da paz que fazia na minha rua
onde não havia quase nada,
e quase nada era tanto na ténue esperança...

eu e o meu pião, o aro da bicicleta,
e os carreiros onde brincava
qual avenida asfaltada...

sem TV, sem net, meu mundo era tudo
o que cabia nos meus sonhos,
sonhos gravados qual cinema mudo.

recordo com nostalgia e sorrio...
os dias de hoje, são de dor, tristeza, um corrupio.
ah se eu pudesse voltar a brincar na minha rua...




sábado, 1 de junho de 2013

um mundo só meu...


como cresceu o meu ser...

ainda ontem tinha um mundo só meu,
limitado pelos poucos horizontes,
rodopiando ao jeito do pião
na terra batida do chão...

o aro da velha bicicleta
fazia andar minha cabeça à roda,
pelo jogo do arco que voava 
nos estreitos carreiros da aldeia...

o verão trazia a emoção dos prados,
da sinfonia dos grilos na tarde,
da arte de os apanhar e para casa levar,
como se lhes quisesse mostrar meu lar, doce lar...

lembro dos papagaios de papel, coloridos,
asas das canas que alguém me arranjava,
dos horizontes que eu não via,
porque era o papagaio de papel que voava.

o rio trazia-me o medo do desconhecido,
o fundo que eu não via, e quando na água,
era até o joelho, não viesse uma corrente
e para o fundo me levasse , para sempre...

e o mundo se alarga nas grandes cidades,
a poluição nas ruas, os barulhos
dos carros, das pessoas, dos sentimentos...
outros dias...outros tormentos...

os jogos de computador, do coração,
os anos que passam a correr,
mas os que passaram, sim, foram bons,
mas há tantos ainda para viver...





segunda-feira, 13 de maio de 2013

ser criança... outra vez...



amanhã quero ser criança
como se calhar nunca fui,
fazer birras,
levar os cadernos á escola,
passear o pão seco na sacola,
andar descalço por aí...

fazer desenhos do sol sorrindo
e as casas com jardim,
barcos dançando no mar,
e meninos sem braços,
sem dentes, 
desenhos sem ponta, sem fim...

mas sendo criança, vou sonhar,
lançar papagaios ao vento,
barcos de papel na água do charco,
roda de bicicleta jogando o arco...
fazer de conta que viajo no tempo

talvez encontre namorada
qual boneca que a irmã tem arrumada...

amanhã quero ser criança,
mas também crescer, duma assentada...



sábado, 23 de março de 2013

ondas do mar...



hoje sonhei ser mar, ser grande,
nascendo de mim ondas de choro,
espuma viva, ingénua, pura....
cada onda tem abraços de ternura...
e olhando seu deslizar, seu crescendo no areal
aí... meu coração será enorme...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

se eu fosse pintor...

vesti-me de pintor,
levei tela a rigor,
e cores em tom de pastel...

tu, foste a imagem,
que mesmo sem coragem,
quis prender a este papel.

rosto perfeito, de princesa,
lábios finos tal a leveza,
prenuncio de bela mulher.

corpo magro, alto,
bota de pequeno salto,
calça de ganga a condizer.

e de mão dada,
ternura bem enquadrada,
atravessas a avenida...

foste a senha, a fotografia,
porque eu tanto padecia
se outra imagem era fugida...

e agora, aqui tão perto,
se pedir algo, fosse certo,
porque não o atrevimento?

mas como entenderias,
se teus sonhos, são alegrias,
e não roturas de momento?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Criança




De tenra idade é seu corpo,

franzino, quase bebé...

Corre, leve, pé ante pé,

e no seu correr sem medo,

sem sentir o perigo no chão,

tropeça, cai, e vira chorão...


Criança é assim mesmo,

criança é adoração...

Pego, dou-lhe colo, sossego,

mas logo, logo, de repelão,

tudo vira do avesso,

e tudo eu reparo, tudo tem solução...


Afonso tem (quase) dois anos,

e vida até mais não...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ser Criança (Seg, 5/Abril)


http://i.olhares.com/data/big/191/1918301.jpg


O dia amanheceu com um azul celeste lindo mas com uma ligeira brisa, nada que conseguisse alterar os planos para esta segunda feira, dia do ano que por norma não trabalho.

E como combinado, os miúdos apareceram por aqui, cedo, obrigando-me a levantar um pouco mais rápido do que o meu corpo queria.


Arrumações sempre surgem quando estamos por casa, e gosto de os ver (mais o miúdo, porque a miúda já é mais adulta) querendo mexer em tudo, questionando no seu pouco falar sobre tudo, e aí pomos a paciência à prova, os cuidados em alerta para que nada lhes aconteça de mal...


A tarde convida-nos para um passeio até a beira mar. Apesar da brisa algo fresca, qual a criança que não quer molhar os pés, correr na areia, jogar a bola?

Momentos únicos, que ficam retidos em nossa memória, gravados em nosso coração, alimentando sentimentos até aí já de si muito intensos.

E a pergunta se põe: e na memória deles, será que fica algo gravado para memória futura?

Gostaria que lembrassem, assim como do tempo que lhes fiz companhia até que o sono chegasse, ou do colo que lhes dei quando seu pequeno corpo se ressentiu do esforço na caminhada, ou quando abre seus braços para vir de encontro aos meus.


Ser criança deve ser bom, mas ser adulto e ter crianças que queremos muito bem, ao nosso lado, deve ser muito melhor...

domingo, 4 de abril de 2010

Ser Criança (Domingo, 4/Abril)


http://4.bp.blogspot.com/avos_e_netos_circuito.jpg


O miúdo tem ar de traquina (vê-se e sente-se). O seu olhar fala por si e o seu sorriso, antes de o abrir, já nos contagiou e nos fez baixar as armas, como se antecipadamente adivinhasse o que por aí viria. E ternamente olhamos e mantemos o pensamento de sempre...as crianças têm gestos de ternura, de encanto, mas mesmo ao lado, pontinhas de malvadez que só elas sabem gerir.

O Domingo de Páscoa, é sempre um dia de família, e vê-los por aqui, é o antecipar de um futuro que já aí vem, em que as visitas não serão de pais e filhos, mas sim de netos já crescidos, quem sabe adultos...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sonhar "Criança"


http://www.qdivertido.com.br/diversao.gif

Hoje foi um amanhecer diferente,

senti-me leve, quase ausente

dos problemas do dia a dia...

Fechei os olhos e quis sonhar,

que meu tempo de menino ía voltar,

que ser adulto eu não queria.


Saltei à corda no meio da rua,

joguei o arco pelos passeios,

corremos fora por cultivos alheios,

chamaram-nos nomes feios,

que importa se era tanta a graça

e de pobres a gente não passa??


Juntámo-nos, meninas e meninos,

e julgámo-nos seres crescidos,

brincar às casinhas, sem outros sentidos,

querendo crescer mas sendo pequeninos

sem dinheiro, sem custos para viver,

apenas brincar até não apetecer...


Como é bom sonhar acordado,

sorrir, e virar para o lado,

lá fora é outro o mundo, bem diferente,

meio mundo maltratando outro meio,

quem cala consente, diz a gente,

e eu não gosto deste mundo feio ...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CRIANÇA DO AMANHÃ


http://www.ruadireita.com/info/img/como-tratar-da-roupa-do-seu-bebe.jpg

Olhos no olhos te admiro,

ainda franzino, bebé,

crescerás num suspiro.

Meu tempo não é o teu tempo,

e eu peço ao Sol, ao vento,

que adie meu retiro...

Quero-te ver crescer,

Ser o lobo mau

A quem vais bater

em tuas brincadeiras...

Levar-te às cavaleiras

em correrias sem fim...

Tu fazes parte de mim...

És a criança que carrego ao colo,

serás o jovem de amanhã,

ver-te será meu consolo,

E o mundo como te aceitará??