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quarta-feira, 10 de maio de 2017

talvez...





caminha o viajante por entre veredas,
longas estradas,
linhas imaginárias no horizonte
e o céu tão próximo...


talvez amanhã brilhe o sol...
talvez encontre o oásis perdido
por entre as areias do deserto sem fim...
talvez encontre pedaços de mim...





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Melodias....


sentou-se na berma da estrada,
e no silêncio do nada,
o seu silêncio era uma canção,
não uma canção sem alma
ou de vozes sem emoção,
mas uma canção celestial
como só é cantada
quando soa a voz do coração...

rendiam-se os animais escondidos
pela vegetação,
os arbustos, as árvores
que se vergavam, não pelo calor da estação,
mas pela emoção dos sentidos,
e ali, pasmados, entretidos,
se entreolhavam, no espaço perdidos,
ouvindo o silêncio...em forma de canção...

tristes os que não ouvem,
não sabem ouvir o silêncio,
tristes os que no ruído da vida
não param, escutam o próprio sangue correndo nas veias,
e sem alaridos, ou amarras das teias
com que se prendem, não vêm saída
para um caminho em forma de Luz...



domingo, 5 de agosto de 2012

(re) começar de novo


(re)começar de novo
vai valer a pena,
viver o que não foi vivido,
ir até onde for preciso,
mesmo que aos olhos de tantos,
tanto não faz sentido...

e é a (re)começar de novo
(tanta incerteza no amanhã),
que cada dia é uma paixão,
tanto aperto no coração,
uma lágrima no canto do olho,
quando se canta a mesma canção...

(re)começar de novo,
vai valer a pena...
e olhando para trás a estrada,
na memória, talvez não fique nada,
ou se tanto, tanto a corrigir,
e na longa noite, que surja a madrugada...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pedras no Caminho


http://static.panoramio.com/photos/original/18081330.jpg


Lentamente subo a calçada,

coçada pelo tempo,

pelos passos perdidos

dos amores floridos,

(e dos amores proibidos)...


A calçada parece me conhecer

e sentir no meu andar, meu ser...

E cada pedra da calçada que eu piso,

se transforma de outra cor

como se visse em mim, o amor...


Pobre pedra, pobre calçada...

Por pensares assim, animada,

o tempo te deixou coçada,

por veres amor, onde não existe nada...

Tonta a pedra...infeliz a calçada...

sábado, 12 de dezembro de 2009

FIM DA ESTRADA


http://portalliteral.terra.com.br/_banco/img/1242385560_estrada.jpg


Sigo na mesma estrada de sempre,

vista cansada do nada, ausente,

não sei se sigo na contra mão

ou se na correcta direcção...

O carro me leva, indiferente,

a musica me absorve o pensamento

e também este fica ausente...

Como é bom não pensar em nada,

mente parada, qual água estagnada...

Boca selada para o mundo,

pernas eriçadas no acelerador,

e o carro devorando quilómetros ao segundo,

estrada fora, qual bólide ganhador...

Lá longe é pouco, o esforço tem de ser maior

para te encontrar, para me encontrar,

para meu coração bater novamente,

deixar de estar ausente, e à VIDA dizer "Presente"...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Estrada fora


http://pilgrimhearts.blogs.sapo.pt/arquivo/no%20escuro%20da%20estrada.jpg


Parto estrada fora

sem nada do passado...

Tudo o que tinha (e o que não tinha),

nos resquícios da memória ficou fechado.


Histórias que vivi,

outras que inventei,

amores eternos que jurei,

para trás tudo deixei.


Parto estrada fora

sem remorsos, sem paixões,

na vida foram tantas as ocasiões

que ganhei, ou perdi na hora...


De tudo me livrei, me despi,

e assim sigo meu caminho.

Talvez tarde descobri

que o muito que vivi,

não foi bom, não foi mau,

apenas uma peregrinação,

na vida alguma emoção...

Mas para trás olhando,

fica a certeza da decisão...