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sábado, 29 de abril de 2017

olhando as estrelas...






de onde vem este querer,
não querer,
este bem estar,
sem estar,
este constante palpitar,
como quem ousa viver
numa ilha perdida, isolada,
entre as estrelas e o mar?
perdido, errante, qual caminhante
sem tostão na algibeira,
segue em frente,
sem cidade que o acolha,
sem paragem na fronteira,
apenas e só o querer,
o estar
num qualquer barco sem remo,
baloiçando,
sonhando,
sempre que uma estrela brilhar...









terça-feira, 25 de abril de 2017

na janela...





a noite chega, devagarinho,
quase sem darmos por ela,
apenas o céu e o infinito,
as estrelas e a lua,
e o pensamento que se perde
no parapeito da janela virada para a rua...
queima-se mais um cigarro,
inventam-se "argolas" no fumo
lançadas no espaço... sem rumo.












sábado, 22 de novembro de 2014

no silêncio...



inquietante o silêncio das coisas,
das pedras do caminho,
das árvores que me rodeiam...

finjo não ouvir...
o silêncio por vezes diz coisas
que matam como facas afiadas,
ou tão difíceis de entender...

quem quer contar até três,
olhar o céu, admirar as estrelas,
sorrir, sim, sorrir
e aos pinotes pensar que voa?

tonto, irreverente, inconsequente...
lá fora mora a noite, escura como breu,
e no céu... não há estrelas no céu...
apenas o luto por quem está ausente...


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

olhando o céu...



olhava o céu como se esperasse ver andorinhas,
mas andorinhas só chegam na primavera...
agora é o tempo das neves e das chuvas de Novembro,
do tempo sem tempo, dos dias sem dias,
do corpo pesado, triste, já com saudades de Setembro...

em vão continua olhando o céu...
talvez passe um anjo, um cometa com recado,
talvez passe uma mensagem do ser amado,
talvez brilhe uma estrela, com um desejo só seu...


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

em modo de destilação...



destilo todo o veneno que mora em mim
por entre as sarjetas das ruas desertas...
limpo, de coração puro, olho as estrelas
e até reparo que nunca brilharam assim,
e aos meus olhos ficaram ainda mais belas...





terça-feira, 21 de janeiro de 2014

não há estrelas no céu...



correm os vultos na rua
como que imbuídos de chegar
onde o pensamento os leva.
atropelam, seguem em frente.
nada detém quem a pressa faz voar...

loucos, loucos e insensatos,
não pensam nem sonham
que o destino é uma cruz, um altar,
uma tábua... rio sem margem,
mar sem ondas, céu sem estrelas...




segunda-feira, 22 de abril de 2013

estrelas no céu....



Quis fechar as janelas,
e aí, deixava de ver as estrelas...
quanta loucura...
despi-me, deitei-me na noite escura
sobre a relva fria que nem senti,
e adormeci,
ao fazer amor com elas...




sábado, 3 de novembro de 2012

Hoje não brilharam as estrelas...



as horas passam e os corações aquietam-se
como se o tempo fosse dono do nosso tempo...
por entre sorrisos, desejos e olhares,
fizemos a festa, alimentamos o corpo, a alma,
demos asas à imaginação...
talvez não tenham brilhado as estrelas,
talvez até o céu as escondesse de nós,
mas sabes, vi luz, brilho, no mais profundo de teu olhar...