terça-feira, 25 de abril de 2017

outras cores...








procuro e não encontro
porque não sei o que procuro
entre a luz e o escuro
que é tudo o que me rodeia...
apenas a flor,
o colorido no seu esplendor,
conseguem desviar meu olhar,
ver cor,
sentir o amor...







Luz....






ainda não é tarde no tempo,
o tempo que um dia adormeceu
perdido entre as serras e o céu...
no silêncio do momento,
fecha os olhos,
a sala apenas com a luz das estrelas
e o bater do coração,
no pensamento
talvez os sonhos, ou rebates de desilusão....
 
acende a luz,
não a luz que te faz ver, tocar cada objecto,
mas o interior de ti,
o mais intimo de ti,
como se fosses casa, sem parede, sem tecto,
apenas vida, fluido em evolução,
e vê, é apenas sentimento, chamamento do coração...







paz...








perfeita melancolia na tarde
ouvindo a chuva cair,
o crepitar da madeira que arde,
os olhos em sossego latente...

o pensamento querendo fugir
para um abraço, tão e tão presente,
perfeito equilíbrio, quase sedução
pelo tempo que faz,
como se não fora precisa oração
implorando, buscando paz...





o tempo...








o tempo não parou amor...
os teus olhos vêm-me com o olhar de ontem
e tu sabes que mentem...
toca minha pele com a leveza de tua pele,
cada ruga, cada sulco do tempo...
o tempo não parou amor,
são as marcas de dor
que nas noites ao relento
teimaram em ficar,
quando minha voz ficava rouca
de tanto te chamar...
dizes que são mágoas,
talvez labirintos, águas
que algures vão desaguar...

que nasça o dia,
que a primavera seja florida,
e teu sorriso, apenas um beijo na ferida...