segunda-feira, 15 de agosto de 2016

azul do mar...





olhava o mar e sorria...
seus olhos se confundiam
com o azul do mar,
e quanto mais sorria,
mais apetecia
entrar nele,
barco à vela partindo
para lugar nenhum,
até o pôr do sol chegar ...
aí, o azul do seu olhar
seria só meu,
como presente
que não se pode partilhar...



domingo, 14 de agosto de 2016

vazio...





inquieta-me o silêncio,
o nascer e o findar do dia,
o azul provocador do mar...
intocáveis, atravessam-nos a alma,
arrepiam-nos, fazem-nos sentir
janelas sem vidros,
livros abertos, sem segredos,
sem inicio nem fim...


domingo, 29 de maio de 2016

como as ondas...






cada onda do mar
é como o início de um livro,
página em branco
que o autor vai amarrotar.

ao esbater-se no areal,
ao rebentar na rocha,
toda a força bruta da onda morre ali,
gota por gota, sem vestígios, sem sinal,
até um novo renascer...

assim será uma nova página
de um livro novo que há-de nascer,
palavras com vida, que fazem sonhar,
sempre que o pensamento quiser...


domingo, 22 de maio de 2016

palavras...




por mais que eu queira,
os registos não falam,
nada dizem sobre sentimentos,
são vazios, imperfeitos,
isentos de aromas...
quando muito, são bizarros lamentos
de tanto que ficou por dizer....