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terça-feira, 25 de abril de 2017

renascer...








abro novamente o livro
já há muito fechado pelo tempo...
página a página,
palavra por palavra,
tudo devoro como se próximo
viesse o fim de tudo...
de cores vivas, umas tantas,
outras de cinzento, quase negro,
quais pedras comidas pelo fogo,
assim são as letras que compõem
uma canção sem início, sem fim...
mas eis que aparecem páginas em branco,
tentação para quem não dá a causa como perdida,
antes no tempo adormecida...









domingo, 29 de maio de 2016

como as ondas...






cada onda do mar
é como o início de um livro,
página em branco
que o autor vai amarrotar.

ao esbater-se no areal,
ao rebentar na rocha,
toda a força bruta da onda morre ali,
gota por gota, sem vestígios, sem sinal,
até um novo renascer...

assim será uma nova página
de um livro novo que há-de nascer,
palavras com vida, que fazem sonhar,
sempre que o pensamento quiser...


domingo, 1 de junho de 2014

livros...


na minha secretária,
livros que eu não li
romance, história,
género light também,
são livros que comprei
e a ti dediquei,
como se dedica um poema,
uma canção,
ou tão somente o refrão...

um dia, ao ler,
vou pensar que estou a ler para ti
numa cama sentados, 
por entre os lençóis amarrotados,
e sei que vais pedir para reler
uma frase, um parágrafo,
e tudo entender
como se fizesses parte do guião,
actor com direito a opinião...

sabes, faz-me falta 
o que nunca falta fez,
que é ver-te um livro desfolhar
como quem muda a roupa de um filho,
e tudo assimilar,
quantas vezes comparar
o incomparável,
porque um livro é uma história, uma ilusão,
muitas palavras paridas pela mão...





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

era uma vez um livro...

era uma vez um livro,
um livro de memórias,
mil páginas de vida,
mil páginas de histórias...
era um livro que falava,
que sorria (até chorava),
que até tinha personagens,
talvez bonecos, talvez miragens...

lê-lo, era entrar no paraíso
onde cada tema, de tão preciso,
era como se o vivesse
quem o tivesse, quem o lê-se...

aventurei-me na leitura,
página a página, com a ternura
de quem tem um filho na mão,
vivendo cada momento, cada ilusão...

mas o livro não tem fim... que pena...
são apenas retalhos de vida,
imagens, filme que nunca entrou em cena...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

páginas....

 
 parece que fogem as palavras
de minha boca,
de meu olhar...

lembras dos dias que eu era um livro,
páginas que lias de cor,
ou de meu corpo que dizias ser um rio,
em que tu eras navio,
navegando ao sabor
das emoções,
das paixões,
sem amarras, sem porto final...?

Esses dias ficaram no papel,
em palavras desenhadas e coloridas,
aguardando o amanhecer...