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sábado, 16 de setembro de 2017

no jardim..














o azul do céu e o verde do jardim é o mundo que me rodeia,
apenas invadido pelo silêncio que quase me adormece,
ah e o sol, que faz questão de bronzear, que aquece
a alma, que completa a moldura de tons e de vida...




tão fácil e tão simples ter um mundo assim...
tão perfeito o equilíbrio, imagem tão real de mim..









segunda-feira, 24 de julho de 2017

só mais uma vez...




fito teu olhar em cada tema
que desenvolves,
e resolves...
como se fosses o centro do mundo,
a base do pilar mais fundo...
 
talvez por isso, esse ar "tão seguro"...
 
admiro-te e não o escondo!
cairia "redondo"
se ousasse mentir,
ou de rubro minhas faces se vestiriam,
qual "teenager" ao esconder seu "sentir"...
 
Fito teu olhar... mais uma vez,
e mais outra, e mais outra...
até onde sei contar... até dez!!










quarta-feira, 10 de maio de 2017

talvez...





caminha o viajante por entre veredas,
longas estradas,
linhas imaginárias no horizonte
e o céu tão próximo...


talvez amanhã brilhe o sol...
talvez encontre o oásis perdido
por entre as areias do deserto sem fim...
talvez encontre pedaços de mim...





terça-feira, 25 de abril de 2017

Luz....






ainda não é tarde no tempo,
o tempo que um dia adormeceu
perdido entre as serras e o céu...
no silêncio do momento,
fecha os olhos,
a sala apenas com a luz das estrelas
e o bater do coração,
no pensamento
talvez os sonhos, ou rebates de desilusão....
 
acende a luz,
não a luz que te faz ver, tocar cada objecto,
mas o interior de ti,
o mais intimo de ti,
como se fosses casa, sem parede, sem tecto,
apenas vida, fluido em evolução,
e vê, é apenas sentimento, chamamento do coração...







leviandades do tempo...







como se fosse pássaro
leve, de asas ao vento,
como se fosse folha seca
desprendida da árvore sem tempo
como se fosse um rio,
partindo alegre à descoberta
da liberdade, o mar sem amarras,
como se fosse um ser humano
livre, de ideias, de pensamento,
assim sou eu, errante pelas ruas já gastas
mas embriagando-me no momento
tão único, tão fugaz, tão sedento...










quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

navegando...










olho o horizonte limitado a quatro paredes,
pintadas sobre um areado imóvel
num branco que já se perdeu...
se eu fosse livre, queria ser rio,
espelho de água que retrata o céu
e que de longe namora quem lhe acena...
pinto a imagem num olhar teu,
um sorriso vivo, cândido, perfeito,
qual vela ao vento
num barco rabelo,
carregando vida, sonhos,
se sonhar foi sempre teu jeito...







segunda-feira, 21 de novembro de 2016

teu nome...








não sei como descrever teu rosto
nem em quantas linhas escrever teu nome,
talvez nem me lembre dele
ou se algum dia chamei por ti...


mas sei que ao olhar-te,
nos teus olhos enormes vi
que me olhavas,
e nem imagino o que procuravas...


não queiras ver o silêncio e o vazio,
as escadas do abismo
e os fundos do mar, onde o rio
e as marés se guerreiam por um lugar no altar.


é assim o meu reino profundo,
feito de lendas, de histórias inacabadas,
de segredos que comigo levo até o fim do mundo
onde tu não estarás, entre as amaldiçoadas...



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

conversas na noite....










de lua luminosa, grande,
são as noites que abraço da minha janela,
tão demorados, quase eternos
os momentos que falo com ela,
antes que o tempo se vá arrepender...
se eu pudesse,
se mandasse no tempo,
cada noite seria um evento
só para te ver assim, luminosa e carente,
mas sou apenas um vagabundo como tu,
espreitando e sonhando,
e assim,  sonhando mente
ao coração que pula e sente...
chega o amanhecer,
um raio de luz, um querer mais que querer,
um barco na crista da onda,
para me levar, sem ordem de voltar,
até onde o sonho quiser...



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

perfil...








ontem éramos tantos,
de tantas as brincadeiras,
os amuos,
os dias sem horas
e tantas as horas sem beiras...
tínhamos o poder da multiplicação
e a arma de tudo acabar,
e ficarmos só nós,
nós e a solidão...
 
mas tu sabes,
pelo brilho de teu olhar
todas as portas se abriam,
e tudo ganhava vida
onde a morte já reinava
em mortalha no leito estendida.
 
é assim que ainda te vejo,
com o brilho no olhar,
mas distante,  no tempo perdida,
com a lua por companhia...
só tu e a sombra de ti,
por trilhos sem norte, sem um abraço ao chegar...



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

por outro lado...










cansei de olhar a vida
com os olhos do passado,
vidrados, pasmados numa ponte perdida
que não une mais as duas margens...
hoje, olho o sorriso da manhã,
o encanto sereno das palavras por dizer
mas que os olhos não sabem esconder...
e assim nasce o dia,
dia após dia,
sem sobressaltos, apenas reboliço
no mundo dos sonhos,
onde tudo pode voltar a acontecer...



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

rumos...





talvez ainda fosse cedo,
ou talvez o amanhã tardasse em chegar...
incrédulo, solta as amarras da alma
e deixa-se guiar pelo vento.
o vento... outrora mensageiro dos aromas,
do canto da serra, das flores do monte,
é agora mensageiro do vazio,
do silêncio profundo.
talvez ainda fosse cedo,
ou talvez o tempo 
esteja fora de tempo,
como a criança que parte
sem vida, sem arte,
apenas pó, nas asas do vento...





domingo, 20 de dezembro de 2015

dizem que é natal...


 seria bom falar de natal,
ouvir falar de natal,
talvez... fazer parte do natal...

ligo as luzes mais uma vez
em cada sala, em cada árvore,
e os presépios, (penso que três)
espalhados pela casa,
prosseguem com a tradição.

tantas as velas a iluminar,
e as prendas... um caderninho na mão,
e um aperto no coração
pelas lembranças por apagar...

talvez seja assim o natal...
luzes que piscam, insensíveis,
e uma estrela no céu, para desabafar...

seria bom falar de natal,
ouvir falar de natal...



domingo, 8 de novembro de 2015

horizonte...



ainda que caminhando,
onde os passos não levam a lado algum,
sempre se vê uma luz,
um horizonte,
um pôr do sol...
assim se esbate, se anula
o peso da cruz...



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

como uma borboleta...




há um tempo em que a vida foge,
se dilui por entre os dedos...

há um tempo sem tempo,
que ao abrir dos olhos,
renascem todos os medos
que hibernavam no pensamento...

ver-te, ler-te e sentir-te,
é como abrir um livro,
página por página,
e beber a doce história não inventada.

vejo-te livre, solta, 
batendo asas por entre os ramos da vida,
qual borboleta, tão leve, tão colorida...



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

alucinações...












horas mortas na tarde cinzenta,
a chuva e o vento em sintonia,
como os amantes abraçados em qualquer esquina...

a sebe, de folha pintada de Outono,
balança ao sabor do vento
arrepiando a mente com imagens inventadas...

parece gente, ou espírito em forma de gente,
num vai-vem medonho, 
pronunciado pela luz do candeeiro,
imaginado numa mente débil e perversa...

ligo o motor do carro,
faróis em "longo alcance",
e arranque sem olhar para nada...

no meu horizonte, 
olhos que vêm, sem nada ver,
procuram a brisa da madrugada
e as imagens da primavera, para lá do monte... 




terça-feira, 18 de agosto de 2015

porque brilha o sol....


quanta imensidão entre o céu e o mar,
vazio onde se perdem o pensamento e os sonhos.
bem alto, brilha o sol, clareando as ideias
e a alma, num sossego inventado pela luz ...
deixo-me adormecer qual pássaro na árvore,
atento e ao mesmo tempo quedo, quase irreal,
fingindo nada ver, nem ouvir, nem sentir.
talvez o sol não deixe de brilhar...
e talvez o vazio seja um mundo a descobrir...



quarta-feira, 29 de julho de 2015

respirar.. é preciso...



como uma vela acesa num quarto escuro,
chama ziguezagueando entre a vida e a morte,
periclitante, mas com ânsia de chegar longe,
tão longe quanto o pavio deixar,
assim é o ar que respiro, sufocante,
impenetrável nas veias do meu ser.
imagem dilacerada, terrivelmente provocante,
de dias sem dias para viver...






quinta-feira, 21 de maio de 2015

oração...


apertamos as mãos como quem pede perdão,
elevamos o rosto ao céu
e balbuciamos palavras que ninguém vai entender...
no peito, a esperança a crescer,
o alívio da dor, uma estrela a brilhar,
um sorriso que só alguns vão ver...
aqueles que um dia nos fizeram sonhar...

e são aquelas palavras 
tão simples, e ao mesmo tempo belas,
de paz, ternura, agradecimento,
de simbolismo, pulsar intenso
num corpo em desmoronamento
que nos fazem acordar, renascer
para um mundo tão despojado de querer...

apertamos as mãos,
elevamos o rosto ao céu,
dizemos "coisas", pedimos "coisas",
e esperamos um sinal,
como uma brisa pairando no ar...só com um véu...


segunda-feira, 18 de maio de 2015

faz vento lá fora...



cada árvore embalada pelo vento
é como uma história, um livro,
folhas inacabadas, 
no dia a dia revisitadas
procurando um fim no tempo...

de nada adianta suplicar:
"vento, pára, tem dó, 
tão frágil o ser, tão carente,
como um ser humano ausente,
perdido, sem porto onde ancorar..."



domingo, 17 de maio de 2015

uma mão cheia de nada...


sabe-me a pouco o tanto que vejo,
e o que vejo nada me diz...
admiro-te tanto, tanto, meu mar,
mas vês, tenho-te aqui, preso na minha mão,
como uma ave que não pode voar.

assim são os desejos, o sentimento,
as emoções, os sonhos idealizados,
enormes quando partilhados,
desprezíveis quando alienados no tempo.

pudera eu ter braços do tamanho do mundo,
poros de minha pele que bebessem a cada segundo
as angústias de quem sofre, de quem não sabe sorrir,
e inventar a magia da esperança que há-de vir....