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sábado, 21 de dezembro de 2013

vidas...




tudo em volta parece não ter vida...
sem folhas, parecem secos os ramos
esperando o corte cruel da tesoura.
mesmo ao centro, uma fogueira,
um altar, onde arde a paixão
em tons de azul, de cinzento, baloiçando
ao ritmo intenso do coração...
e assim ganham vida, outras vidas...


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

as vides...



aguardam o corte, as vides
quase despidas,
no seu ego, sofridas,
pelo parto roubado
e na boca de quantos saciado...

tristes na dor os amantes
por quem acolheu os viajantes
nas manhãs quentes de verão,
e breve, será apenas lenha no chão...

terá coração o podador
em cada golpe, em cada corte,
ao ver a lágrima que verte
numa vide, por ser sido bago,
por ter sido alma num dia de sorte?