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domingo, 11 de maio de 2014

outras árvores...



sinto que nasci árvore de mil folhas,
sendo que cada folha seria uma história de amor...
algumas caíram ao crescer, sem dor,
outras se agigantaram,
e a pouco e pouco, sinto que me vergaram,
por não quererem voar,
ou até, simplesmente planar
na brisa que passava...
(amar, é seguir viagem em qualquer estrada...)

passados tantos anos,
a árvore vai crescendo quase até o céu,
contam-se os ramos,
as folhas ainda verdes, sem danos,
e novos rebentos espreitando a vida...
(amar, é uma longa estrada, quantas vezes proibida..)




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Outono...(cair da folha)



Caem as folhas na fria estrada,

como filhos largados pelos pais,

desamparadas, feridas de amor.

E nesse instante momento,

a recordação da primavera passada,

o bailar com o vento,

o aceno às pessoas que passavam...

Como foi curta a vida,

atroz e insensível

a transformação sofrida...


Percorrendo a estrada,

fria, de folhas enlameada,

lá vai o cantoneiro,

carrinho e vassoura na mão,

também ele insensível à ocasião...

E as folhas já moribundas,

pressentido o destino cruel,

se abraçam num acto final,

antes do fogo, antes da morte...

Triste fado...triste sorte...