são as manhãs de sol e vida um convite, um pedido no horizonte, no rosto, um sorriso, na alma, a paz do paraíso, na mente, a esperança nunca perdida...
e abrindo as portadas da imaginação, sentido a brisa quente do ar, quantos sonhos de par em par, quanta ansiedade no coração...
e é nestes momentos de magia, em que a saudade diz "presente", o momento passado, não está ausente, e eu o recordo desde a noite até ser dia...
fecho os olhos e tento ouvir o mar, o desenrolar das ondas no areal, o sol que atrevidamente te bronzeia, a água que te vai possuir, se fores nadar...
Veste-se o céu de nuvens que rápido passam... Aqui e ali, raios de sol, esperança de vida numa manhã tão sem graça, animada pela voz sussurrante, por entre montanhas perdida, pelo lado do mar encontrada... E relembro as manhãs de inverno, manhãs frias, devorando estrada, ansiando, suplicando pela primavera, não a primavera do tempo, não a primavera da vida passada, mas a primavera que é teu corpo, florindo, de desejos asseada... Ai meu amor de algum dia, amor sereno, de sonho e alquimia, um dia serás verão, após a madrugada...