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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

pingos de chuva...


pingo por pingo,
um atrás do outro
e mais outro atrasado,
quando chegado
enfim ao destino,
em mil pingos transformado
de contente gritava:
"Biiiiiiinnngo"!!

Tão bom, tão doce
o cheiro a terra quente,
aqui e ali salpicada
e que prometia molhada
a noite, da chuva à muito carente....


sábado, 25 de outubro de 2014

28 ºC....



quanto desassossego nas horas mortas,
no ar que respiro e me sufoca.
este tempo, já não é o meu tempo
nem das cigarras que deixaram de cantar...

devoro mais um cigarro
que queima tanto como o tempo que faz,
e nem o fumo que um dia ambos sugamos
me liberta a memória de tanto sonhar...

talvez o tempo tenha mudado...
talvez seja eu no tempo parado...

quem sabe, a areia da praia,
o suave beijo do mar
me faça renascer...acordado...


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

sons de outono...



do rochedo, ouvindo o mar,  fiz minha casa,
sem tecto, sem paredes, 
ou antes, meu tecto é o céu que me cobre,
e a lua, a luz que incendeia meus sonhos...

deitado, estendo minha mão até o mar que me rodeia,
toco ao de leve a água fria
e lentamente, na memória, é tua pele, 
a tua pele que por entre meus dedos fugia...



domingo, 19 de outubro de 2014

monotonias...


de que servem as horas de sol e luz,
da monotonia dos momentos,
do perfeito embalar das ondas do mar??

caminhando contra a ordem dos tempos,
palmilhando os segredos do areal,
talvez partilhe também os meus
como se houvesse sublevação das coisas,
a revolta natural das coisas...

sinto-me perdido neste Outono de Agosto...



domingo, 17 de novembro de 2013

outono...


manhã de Outono,
fria e cinzenta,
sem chama,
sem história. atenta
a primavera da vida,
escutando os sinais
no pio dos pardais,
mensagens de quem ama...

as manhãs de Outono
não são sempre iguais...
quem ousa escutar o vento,
ler nos sinais do tempo
os desabafos da alma,
os gritos contidos de um corpo sedento?

sabes, ainda ouço o silêncio
das quatro paredes,
o murmúrio das vozes
por entre os lençóis,
o gemer dos corpos
no ímpeto do prazer a dois...

finjo tudo esquecer
na manhã fria de Outono.
tanto mar, tanto mar, tanto caminhar
pelas areias limpas, em que me abandono... 



domingo, 22 de setembro de 2013

outono...



era noite quando bati em tua porta,
lembras? deixaste entrar,
e a medo serviste o Outono que chegava,
o inverno das incertezas,
e a primavera que haveria de desabrochar...

repara... batem à porta!
é o Outono renovado a voltar...

parece que foi ontem, lembras?
e no entretanto, tanto sol, tanto verão, tanto mar...



quarta-feira, 6 de março de 2013

verdes são as folhas...


são verdes os teus beijos,
verdes como as maçãs de Agosto,
verdes como as folhas na primavera...
e de tão verdes, têm a frescura
do orvalho de cada fim de tarde,
a juventude que mora em teu rosto.

e por isso Amor, como roubar beijo teu,
se ao tocar os lábios meus,
o verde esperança de teus lábios
se transformaria em cores de Outono,
amarelo, laranja, vermelho e dourado,
e voaria ao sabor dos ventos?..

domingo, 9 de dezembro de 2012

Árvores do meu jardim...


parecem tristes
as árvores do meu jardim,
sem folhas,
braços estendidos ao frio, à chuva,
como que antevendo o fim...

mas não, apenas estão dormindo...
e eis que me segreda uma ao ouvido:
"logo, logo será primavera,
e em cada ramo,
na folhagem que me vai cobrir,
haverá festa, passarada a sorrir,
a fazer amor, gestos de carinho..."

se eu pudesse, se eu fosse passarinho,
voaria naquela árvore,  e iria pedir
se me deixavam fazer um ninho...

sábado, 8 de dezembro de 2012

melodias de outono...


melancolicamente
ouve-se a melodia
que o vento trazia
de teu coração...
fala de saudade,
de paixão,
de desejo
que no corpo arde
pedindo um beijo.

fecho meus olhos
e no meu pensamento
a todo o momento
a tua imagem,
o teu olhar
que já não é miragem
mas apenas o altar
de meus sonhos em viagem,
ansiando por te amar...

domingo, 11 de novembro de 2012

Sol de Outono...



têm inveja de mim
as folhas caídas no jardim...

por entre as árvores despidas,
beija-me este sol de Outono,
carícia já no tempo esquecida.

pudera eu ser ar, sopro de vida,
pudera eu viajar no tempo...


sábado, 10 de novembro de 2012

A tarde e o silêncio...



a tarde vestiu-se de melancolia,
ora de sorriso triste,
ora de lágrimas na tarde fria...
que bom este gostinho a lazer,
à contemplação do silêncio,
um querer com sabor a prazer...


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tarde fria de Outono..


frio e agreste o vento neste fim de tarde,
onde as folhas baloiçam, e a madeira arde
nas lareiras das casas em redor...
que saudades das bugambilias em flor
das varandas abertas, do verão, da cor...

sábado, 27 de outubro de 2012

Sol de Outono...



se me procuras na tarde de sol,
por entre o sossego e as cores de outono,
leva-me contigo, antes do escuro da noite,
antes do brilho das manhãs de primavera,
e que esta nostalgia, este fim de ciclo,
seja um novo despertar para a vida,
enquanto houver dias, e noites, e sonhos... 

domingo, 21 de outubro de 2012

tarde de outono



é neste silêncio,
invadido pelo vento de Outono,
que espero o gosto a mar,
a framboesa, que são teus beijos
quando teus lábios encontram os meus....

sábado, 13 de outubro de 2012

no entardecer...


é no entardecer das tardes de Outono
que o aconchego desperta,
que a saudade como que aperta
este espírito frágil, sem dono,
mas tocado pelo amor em silêncio...

recosto-me nesta cadeira vendo as primeiras estrelas,
meu corpo coberto por esta manta que já foi nossa,
e todo um enredo se liberta no meu pensamento...
e como num filme, recorda-se cada momento,
cada cena, sendo nós os actores a vivê-las...

frágeis são os finais de tarde de Outono,
como frágeis os amores que nasceram no verão,
ao sabor das ondas, dos apelos da estação,
mas eternos os amores ligados por este fim de tarde,
pela nostalgia das cores, pelo frio, pelo aperto no coração...

momentos sensíveis....



ficam sensíveis as tardes de Outono,
de tão sensíveis que ora choram 
quando se passeiam as nuvens,
ou então riem fantasiando-se de verão.

e no silêncio desta estação,
a sensibilidade contagia minha alma...

leio poesia, bebo as palavras como passatempo,
como se cada verso, cada poema,
trouxessem a paz a este mundo de dilema,
de contradições, como este tempo...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Manhãs de Outono...


frias e belas as manhãs de Outono...
no céu, o sol numa cor de fogo e vida
nascendo atrás das montanhas...
para trás, deixo a areia fina sem movimento,
onde já mora a saudade de outro tempo,
manhãs de outro sol, outra cor, outra vida..

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tarde de Outono...



Fria é a tarde de Outono,

de um cinzento sério,

austero, ameaçador.

As crianças brincam,

saltam em volta da fogueira,

(pudera eu entrar na brincadeira),

e ouvem-se risos, gritos,

(semblantes de pais aflitos),

conversas de ocasião...


As tardes de Outono

têm a magia, o condão,

de em volta da lareira,

largar o pensamento,

deixar voar o tempo,

rebuscar lembranças da poeira,

e ao sabor de um café,

fixar a lenha que arde,

e sonhar...porque nunca é tarde...


Tardes de Outono

são as tardes de uma vida,

glórias, fraquezas,

alegrias, tristezas,

são um corrupio sem saída,

ou uma promessa de inverno

que o braseiro teima em avivar...

Fria a tarde de Outono,

sem gritos de crianças...apenas do mar...

domingo, 23 de outubro de 2011

Chuvas de Outono




Bate forte no telhado,

a chuva que tardou,

não sei se fique zangado

ou até algo preocupado,

mas se tanto demorou,

por onde terá andado??


E a terra se abre qual amante

esperando seu dono (penosa espera)...

As árvores, dançam de forma alucinante,

se despem esperando a primavera,

e o vento se ouve, ululante,

me arrepiando...coisa intrigante...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fim de Estação



A paisagem é de dor,

doentio o ar que passa,

e nem um abrigo

ou copa de árvore,

uma fonte,

uma gota de água...


Choram meus olhos,

meu coração,

pelos rebentos no chão,

que ao nascer,

acabam por morrer...


Se me Estás a ouvir

Peço-Te, acalma o sol,

faz tempo que o Verão acabou,

e o Outono nem começou...