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domingo, 16 de outubro de 2016

meu mundo...




quanto encanto este mundo que me rodeia,
com cheiro a mar, cheiro a algas na areia molhada,
e cheiro a gente que apressadamente se passeia...
outros correm, olhando em frente, corpos suados
como fugindo do nada...
do meu canto, batido pelo mar e pelos pensamentos
vejo tudo em frenesim, sem contratempos
porque o "fim do mundo" é já ali, qual meta de chegada
até um novo dia chegar.
do meu canto, curto reinado até a maré me expulsar,
finjo nada ver, nada comentar,
apenas observo, sorrio e não digo nada...

domingo, 29 de maio de 2016

como as ondas...






cada onda do mar
é como o início de um livro,
página em branco
que o autor vai amarrotar.

ao esbater-se no areal,
ao rebentar na rocha,
toda a força bruta da onda morre ali,
gota por gota, sem vestígios, sem sinal,
até um novo renascer...

assim será uma nova página
de um livro novo que há-de nascer,
palavras com vida, que fazem sonhar,
sempre que o pensamento quiser...


domingo, 5 de julho de 2015

ondas de verão...



belas as manhãs de sol e mar,
de brisa, corpos morenos e ruídos,
ruídos de quem não tem o amanhã,
mas vive, devora cada momento,
como só as crianças, e as ondas no areal...

deixo-me embalar, e parto com os sonhos
na crista de cada onda,
até onde me leve o acordar...
como um barco que parte até se esconder no horizonte,
assim é meu desejo, vontade indelével
de não mais voltar...



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

tanto mar...



lá fora já clareou o dia,
e hoje, até brilha o sol...
ouvem-se vozes de alegria
das pessoas que na rua
fazem compras, ou cochicham
da miúda que passa...
dizem que vai nua...

indiferentes, os pássaros no ar,
as rolas, as pegas, passarada em geral,
e é tanto o chilrear
que nem me lembro onde moro,
e este meu canto é à beira mar...

elevo meus olhos ao céu,
ao azul, antes do cinzento que há-de vir,
e esquecendo-me de mim, começo a sorrir,
tanto mar pela frente...um mundo que é só meu...


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Manhã de Agosto...


perdem-se teus passos sobre a areia,
areia quente da manhã de Agosto,
que solenemente se deixam poisar,
como se teu suave caminhar,
fosse o deslizar de corpo de sereia
sobre a areia banhada pelo mar...

e sobre esses passos, faço minha viagem,
com sonhos, mar, todo este horizonte
que preenche meu olhar, minhas fantasias,
como teu corpo ondulando, qual miragem,
se desvanecendo na manhã de nevoeiro,
quando dele preciso, o desejo por inteiro...

amor de inverno, amor de verão,
amor de sempre, talvez de outra vida,
amor renascido, quando a esperança era perdida,
amor em total sintonia, refrão da mesma canção...

domingo, 22 de julho de 2012

Tardes de Verão...


E na tarde de sol e praia
onde a multidão é grão de areia,
talvez me perdesse,
talvez até o mar me levasse,
sem que eu te reconhecesse...

E seria tão triste o fim,
gaivotas chorando por mim,
sem que ninguém se apercebesse...

Oh tardes de verão e solidão,
oh tardes quentes, sem fim,
que seja breve o vosso reinado,
que seja longo o vosso finado,
e que outras ondas acalmem a paixão...


domingo, 18 de dezembro de 2011

Nesta Tarde de Domingo...



Foi nesta tarde de Domingo

que, num raio de sol, provaste meus lábios...


Foi nesta tarde de Domingo

que, na brisa da praia, afagaste meu rosto...


E foi nesta tarde, que perdido por entre a multidão,

senti teu cheiro, teu perfume,

porque tu eras o centro do mundo,

e eu, um barco à vela, ancorado, aguardando vento norte...