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sábado, 7 de setembro de 2013

meus barcos...



lancei meus barcos ao rio,
barcos de pescador sem redes.
em cada barco, um baú de recordações,
histórias vividas ou violentadas entre paredes...

esses barcos não têm timoneiro,
não têm vela para seguir os bons ventos.
são barcos fantasmas, perdidos,
como os corações sós, sofridos, entre lamentos...

se os vires, não tenteis a salvação,
deixai-os seguir, naufragar entre as turvas águas,
deixai-os afogar, que se apaguem as memórias,
as agonias, os sonhos e as mágoas...




quarta-feira, 8 de maio de 2013

destinos...


se eu pudesse,
plantava mil árvores,
mil flores,
semeava um ribeiro de mansas águas,
e assim
nasceria um lindo jardim,
onde se afogassem as mágoas...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Livro de Mágoa...



Era de Outono, a tarde que pintei

de mil letras, no livro para ti...

E nesse livro, nasciam gotas de água,

gotas de orvalho,

ventos que sopravam de norte...

Podia ser livro de mágoa,

histórias de amor, de sorte,

mas nesse livro, que pintei para ti,

não nascia o sol, estrelas,

nem sequer vias a noite com luar,

ou o ruído clamoroso do mar...

Oh, como me arrependo do livro que te dei,

livro triste, cinzento e que eu pintei,

talvez porque deixei de sonhar...