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domingo, 14 de agosto de 2016
vazio...
inquieta-me o silêncio,
o nascer e o findar do dia,
o azul provocador do mar...
intocáveis, atravessam-nos a alma,
arrepiam-nos, fazem-nos sentir
janelas sem vidros,
livros abertos, sem segredos,
sem inicio nem fim...
sábado, 26 de março de 2016
cores do silêncio
pintei de branco as paredes de meu corpo,
como se fossem de pedra, rude, dura,
pintei de negro todas as divisões de minha alma,
onde não entra luz, nem sonho, nem ternura.
quem olhar, nem vai notar...
tão fácil enganar, quem vê sem olhos de ver...
tão difícil enganar, quem ousar escutar
o silêncio, as paredes frias de meu ser...
sábado, 22 de novembro de 2014
no silêncio...
inquietante o silêncio das coisas,
das pedras do caminho,
das árvores que me rodeiam...
finjo não ouvir...
o silêncio por vezes diz coisas
que matam como facas afiadas,
ou tão difíceis de entender...
quem quer contar até três,
olhar o céu, admirar as estrelas,
sorrir, sim, sorrir
e aos pinotes pensar que voa?
tonto, irreverente, inconsequente...
lá fora mora a noite, escura como breu,
e no céu... não há estrelas no céu...
apenas o luto por quem está ausente...
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
outros sons...
aos meus ouvidos, no silêncio,
soam frases intemporais,
versos que rasgam os sentimentos
e lhes retiram das entranhas
tudo o que de belo canta o amor
felizes os "tocados" pelo dom,
que sendo grandes, sofrem na dor,
carregando dentro de si
um bater mais forte do coração...
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
outras vozes...
a pouco e pouco, construí degraus,
escada para me levar ao fim do mundo...
e fui subindo, subindo, até encontrar o silêncio,
a voz que me fala em tom profundo
que só minha alma sabe entender....
domingo, 6 de julho de 2014
sons do silêncio....
falas para mim na neblina do amanhecer,
na chuva que cai na manhã de verão,
falas para mim, mas eu não vou ouvir,
tudo se vai apagar apenas com um raio de sol.
queria te ouvir, como ouço o silêncio
e todas as palavras que invento,
queria te ouvir como a brisa que passa,
ou o singelo voar da libelinha...
fecho o livro das imagens e das palavras,
dos sonhos (ai os sonhos..) e dos sorrisos,
das lembranças e da esperança
que do pensamento sumiu, e jamais alcança....
sábado, 24 de maio de 2014
apenas eu... e o silêncio...
remete-se ao silêncio,
ouvindo o silêncio,
os sons da alma...
tão claro o silêncio,
tão visível,
tão transparente...
mede cada palavra,
cada sílaba,
e sente o que sempre sentiu...
o silêncio não mente.
olhos nos olhos,
o silêncio entre os lábios
e o sentir do bater do coração...
a alma lê... a alma sente....
tão claro o silêncio,
tão visível,
tão transparente...
sábado, 3 de maio de 2014
no silêncio...
em vão troco as voltas ao pensamento,
ao diluir das palavras já gastas,
como se as histórias não se perdessem no tempo
e ficassem só os títulos, amarrotados, em velhas pastas...
num ápice, um turbilhão de momentos,
os olhares que liam a alma, os beijos que nos uniam
num só corpo, e que de tanto amor sedentos,
tudo parava, como os anjos previram e queriam
faz tanto vento lá fora nesta manhã de sol e cor,
e tudo aqui é silêncio... veste-se de luto o meu amor...
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
na noite....
a noite é minha companhia,
tão só, mas vigilante, eterna timoneira
de meus passos errantes...
mas a cada raiar do dia,
solta-se de meus braços,
não vá alguém estar de vigia
e dizer ao mundo que somos amantes...
e voa, desaparece no clarear
de mais um amanhecer, para logo voltar...
noite, somos tão felizes assim...
tu, sombreando a luz da vida...
eu, entre tua sombra e causa perdida...
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
eu e o silêncio...
agora, vives comigo, silêncio
de todas as horas,
como se convidado fosses
e tivesses o melhor lugar na mesa...
tomas como tuas minhas vestes,
meus amores,
as histórias que antes falavam,
até o pulsar de meu coração...
mas sabes silêncio,
são de luto meus dias,
minhas noites de desassossego,
e a ti me apego
até que renasça a primavera,
ou a luz feita prisioneira.
trata-me bem, silêncio...
num abraço adúltero,
finge que namoras meu pensamento
e o tomas num orgasmo intenso,
até o findar da vida,
até o limite do nosso tempo...
domingo, 29 de dezembro de 2013
silêncio...
e tudo se resume a silêncio,
inquietação... dor!!
e o tempo que nada diz,
até parece aprendiz
nas tardes sem luz, sem cor...
domingo, 24 de novembro de 2013
o som do silêncio...
é triste e fala mais alto o silêncio
quando o dia já clareou,
os carros se amontoam nas ruas,
as varinas apregoam o peixe,
e até se ouve o silvar do metro...
porque eu sei que o silêncio
é a vontade de falar, deixar fluir
o que enche a alma...
tão difícil este parto,
tão fácil tudo ruir,
como um baralho de cartas
tentando tocar o infinito...
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
na noite, no silêncio...
noite... noite e silêncio,
acolhimento,
entretenimento,
um livro a ler...
na TV, imagens em corrupio,
no silêncio,
e de fio a pavio
escrevem-se coisas
só para dizer, "existo"...
apago a luz,
o sono fazendo sinal
de que é ele quem conduz
minha caminhada...afinal
minha vida é controlada...
fecho os olhos,
mil imagens no pensamento,
histórias, chamamento...
desligo a válvula de entrada,
venha depressa a madrugada...
domingo, 18 de agosto de 2013
ouvindo o silêncio....
cálida a noite,
por entre as sombras,
por entre o luar,
por entre o silêncio que faz...
e no silêncio, o murmúrio de vozes,
chamamento,
por certo o pensamento
em laivos de saudade.
perscruto a voz do silêncio,
o rumor das folhas do arvoredo...
quisera eu ouvir de verdade
a voz de teu coração...
deixo-me adormecer nos teus braços,
(imaginários eu sei),
mas serão teus abraços
que me levarão ao céu, como um dia sonhei...
sábado, 3 de agosto de 2013
no silêncio...
como desceu rápido a noite,
o vazio do silêncio,
e a penumbra nas paredes...
lá fora, o vento tudo agita,
as sombras se agigantam
e arrepiam o comum dos mortais...
ainda à pouco brilhava o sol,
ouviam-se as andorinhas,
as crianças sorrindo...
ouviam-se os sonhos,
os desejos palpitavam,
os olhos brilhavam...
fecho os olhos ao silêncio,
ao medo que sobrevoa
e trespassa este ser,
como folha seca de árvore,
como pedaço de papel
ressequido pelo sol...
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
o silêncio das palavras...
como faca de dois gumes,
o silêncio corta a poesia
das palavras da alma,
o brilho do sorriso,
o esplendor do amor...
como se o silêncio
usurpasse a voz do coração,
mutilando-o
em mil pedaços,
o espalhasse pelo chão...
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Melodias....
sentou-se na berma da estrada,
e no silêncio do nada,
o seu silêncio era uma canção,
não uma canção sem alma
ou de vozes sem emoção,
mas uma canção celestial
como só é cantada
quando soa a voz do coração...
rendiam-se os animais escondidos
pela vegetação,
os arbustos, as árvores
que se vergavam, não pelo calor da estação,
mas pela emoção dos sentidos,
e ali, pasmados, entretidos,
se entreolhavam, no espaço perdidos,
ouvindo o silêncio...em forma de canção...
tristes os que não ouvem,
não sabem ouvir o silêncio,
tristes os que no ruído da vida
não param, escutam o próprio sangue correndo nas veias,
e sem alaridos, ou amarras das teias
com que se prendem, não vêm saída
para um caminho em forma de Luz...
sábado, 15 de junho de 2013
vazio...
hoje não vi o pôr do sol,
nem a noite se abater sobre o mar...
hoje, não vi a lua chegar.
hoje, tudo era longe e tão perto,
como se perdido num deserto,
as areias me engolissem no nada.
solenemente, clamo pela madrugada....
sexta-feira, 31 de maio de 2013
ouvindo o silêncio...
por entre os murmúrios do silêncio,
as lembranças saltam, dançam
num carrossel algo sem jeito..
ah este silêncio das pedras presas,
da noite sem viajantes...
faz-me falta o espreguiçar do mar,
a infinidade no olhar,
faz-me falta ouvir o bater do coração
e os segredos da alma...
talvez o murmúrio do silêncio
me traga melodias de embalar,
e em sonhos a cor do teu olhar...
quinta-feira, 28 de março de 2013
a noite e o silêncio...
triste a noite com a chuva nas vidraças,
o breu que se apoderou das camélias em flor,
e o silêncio que vai sangrando...sem dor.
as noites de chuva incendeiam noites de amor...
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