eram leves, perfumados,
e ondulavam ao sabor da brisa...
sentir cada movimento,
era como um suave massajar
pelas mãos de quem sabe...
os pés, esses seres sem alma,
sem graça, sabem nos levar
pelas areias do destino,
e se esquecem de nos trazer de volta
às pedras soltas do caminho.
um dia vou querer ser mar, ser pé,
ser uma gaivota sem mar,
beijar cada grão de areia,
e nos seus ouvidos sussurrar:
deita-te comigo.. vamos sonhar...
