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quarta-feira, 29 de maio de 2013

ainda é cedo...


ainda é cedo...

a noite é boa companhia,
mas o orvalho que cai
fazem-na fria,
impessoal,
sem máscara
humana ou fantasia...

aqui e ali os faróis
dos carros que passam,
e quando passam,
a aragem arrepia
como se o demo viajasse ao lado...

na algibeira, uma fotografia,
uns trocos para a bebida
que vai aquecer a alma...
a noite é boa companhia,
mas no vazio da noite
faz falta um abraço apertado...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

fria a manhã...


fria a manhã por entre campos e serras,
fumo saindo pelas chaminés, no meio do sossego,
e no fim de tudo, o principio de tudo,
a paz vitoriosa como se dona das terras...

entrego-me ao silêncio da manhã de Dezembro,
ausculto as ideias, o pensamento,
inalo o perfume que me trai o sentimento,
até que a brisa traga novas de quem chamo.

abro os braços à vida, e num abraço, a união
em forma de mil afectos, tal a comunhão
testemunhada pelo frio da manhã,
pelo silêncio quebrado pelos gritos da paixão...

estranha forma de alcançar o paraíso,
onde a paz, o silêncio e a vida, têm origem no coração...

domingo, 11 de novembro de 2012

Prosas e Poemas...


ainda lembras das noites frias de inverno,
onde as horas ditavam o nosso tempo,
e o tempo era tudo o que restava
quando tão longínqua era a madrugada?

passaram dias, noites frias sem fim,
em mil prosas se teceram alegrias e fados,
poemas alinhavados, cânticos desvairados,
momentos que a memória teima em querer...

e cada novo dia é a esperança a renascer,
raios de sol sorrindo, mesmo que chovendo,
botões de rosa florindo, mesmo que morrendo,
porque morrendo de amor, o coração está a viver...

sábado, 10 de novembro de 2012

A tarde e o silêncio...



a tarde vestiu-se de melancolia,
ora de sorriso triste,
ora de lágrimas na tarde fria...
que bom este gostinho a lazer,
à contemplação do silêncio,
um querer com sabor a prazer...


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tarde fria de Outono..


frio e agreste o vento neste fim de tarde,
onde as folhas baloiçam, e a madeira arde
nas lareiras das casas em redor...
que saudades das bugambilias em flor
das varandas abertas, do verão, da cor...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

...está frio....


sinto frio, arrepio
desta tua ausência,
deste parto difícil,
que é teu beijo, teu abraço...

e nem este mundo virtual,
de imagem, de som,
de fotos em pose casual,
alivia a dor no coração...



domingo, 4 de dezembro de 2011

Tarde de Domingo...



E na tarde fria se faz silêncio...

Nem uma gota de chuva,

ou do orvalho que se forma,

para sobressaltar os sentidos...

Tudo é silêncio no silêncio,

um convite ao pensamento,

aos desejos proibidos,

loucuras junto à lareira...

E por momentos, na lembrança,

outros tempos, os de criança,

em que não havia silêncio

mas o barulho da brincadeira,

das traquinices junto à fogueira.

sábado, 1 de outubro de 2011

Meu Outono, Meu Amor...




Este calor, calor de verão,

peganhento, fora de estação,

atraiçoa meus sentidos,

tornando meus passos perdidos,

te procurando meu Outono...


Que saudade da chuva no telhado,

das marcas na janela, do ressoado,

que saudades do fresquinho da manhã,

de vestir meu terno e camisola de lã...

Que saudades de ti meu Outono...