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sábado, 25 de janeiro de 2014

horas mortas...



são de angústia as horas mortas,
partilhadas pelo silêncio e pela luz,
saltando uma após outra, triste cruz,
até que se canse o olhar...

até o mar, outrora em ruidosos brados,
permanece calmo, silencioso,
talvez se culpando, ou se sinta medroso
das forças que regem o universo

como o mar, meus medos me tomaram,
me tornaram seu refém
no pensamento agora sem dono, sem ninguém,
nas horas mortas, neste silêncio sem fim...



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Tempo sem horas...

É no silêncio da tarde
que ouço teus pensamentos,
teus sonhos,
quando em meus braços adormeces...

E é lindo teu sorriso,
teu esboço de sorriso,
quando em meus braços desfaleces...

Queria eu um dia morrer assim,
com teus braços em volta de mim,
e teu olhar, no meu lacrimejante olhar,
me prometendo que jamais o esqueces...

Amor de um dia, de sempre,
amor constantemente carente,
são as horas da tarde que fazem sonhar,
são nas tardes sem horas que fazemos preces...

Deixa-me olhar-te só mais uma vez...
deixa-me sentir-te só mais uma vez...
quando em meus braços adormeces...
quando em meus braços desfaleces...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vida




Batem as horas no relógio da vida,

lentamente, pausadamente,

(como se cada pancada fosse sentida)

e em cada bater, o recordar,

o lembrar do passado, mesmo recente,

como se o amanhã não precisasse chegar...