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terça-feira, 25 de abril de 2017

renascer...








abro novamente o livro
já há muito fechado pelo tempo...
página a página,
palavra por palavra,
tudo devoro como se próximo
viesse o fim de tudo...
de cores vivas, umas tantas,
outras de cinzento, quase negro,
quais pedras comidas pelo fogo,
assim são as letras que compõem
uma canção sem início, sem fim...
mas eis que aparecem páginas em branco,
tentação para quem não dá a causa como perdida,
antes no tempo adormecida...









domingo, 22 de maio de 2016

palavras...




por mais que eu queira,
os registos não falam,
nada dizem sobre sentimentos,
são vazios, imperfeitos,
isentos de aromas...
quando muito, são bizarros lamentos
de tanto que ficou por dizer....




quarta-feira, 11 de março de 2015

nunca mais...






nunca mais direi nunca,
nem nunca mais
serão demais as palavras
ditas, ou que ficaram por dizer...

folheio mais uma página,
um capítulo
deste livro na memória,
qual eterna história
ainda inacabada,
de lágrimas vestida,
de luto manchada...




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

apenas palavras...




de falsas palavras movem-se teus dedos,
como teus lábios quando falas ao vento...
leva-as vento em tuas asas, sem lamento,
para longe, onde a serra árida tudo prende
e devora.. com o passar do tempo...



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ainda é cedo...



são tantas as histórias,
as emoções
em cada novo amanhecer,
um e mais outro querer
em cada batida no peito...

ainda é cedo,
tão cedo no raiar da vida...
lá longe, os sonhos e a ilusão,
e o futuro é hoje...
a realidade? aqui, na palma da mão...

palavras, são palavras
soltas, ágeis, prenúncio de um nome
que minha mão desenha em letras,
umas vezes bem coloridas,
outras tantas, invisíveis, porque proibidas...



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

novo Ano...





por uma palavra, um sorriso,
por uma história de vida, a eternidade...

ofereço-te o livro,
páginas em branco,
365 dias de verdade
num ano agora a começar...
venham as palavras,
e os sorrisos,
e histórias de encantar...




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

em de(composição)...



 escrevo num quadro,
fundo branco, algo piscando...

sem ser pelo punho da mão,
vai nascendo a composição
em formato memorando,
e emocionalmente tão virtual.

cada palavra, terá sempre um sentido,
mas logo à nascença perdido
nesta encruzilhada de linhas 
neste objecto sem rosto.

desligado da vida
mas acarinhado por gosto,
sempre fica triste a despedida
quando a composição parece renascer.

em formato memorando
e emocionalmente tão virtual,
ficam as frases, carentes do tempero, do sal,
almas perdidas, no tempo e no querer...


terça-feira, 30 de setembro de 2014

as palavras...



cansados e caminhando para a escuridão,
seguem os olhos letra a letra
cada palavra não dita
mas em gritante escrita
fugida da palma da mão...

lêem e relêem e nada entendem...
as palavras são o que são
e não vale ler, o que elas não dizem...



domingo, 31 de agosto de 2014

palavras...



não era o tempo que procurava
porque esse vai e nunca mais volta...
mas as palavras sem tempo
ou que no tempo são eternas,
essas, talvez se tenham perdido
nas voltas do tempo...




domingo, 6 de julho de 2014

sons do silêncio....



falas para mim na neblina do amanhecer,
na chuva que cai na manhã de verão,
falas para mim, mas eu não vou ouvir,
tudo se vai apagar apenas com um raio de sol.

queria te ouvir, como ouço o silêncio
e todas as palavras que invento,
queria te ouvir como a brisa que passa,
ou o singelo voar da libelinha...

fecho o livro das imagens e das palavras,
dos sonhos (ai os sonhos..) e dos sorrisos,
das lembranças e da esperança
que do pensamento sumiu, e jamais alcança....


segunda-feira, 30 de junho de 2014

cenários...



de uma frase, 
de uma imagem,
textos, linguagem
que fazem rir...

frase por frase
constrói-se o cenário,
num imaginário
perfeito,
como perfeito
é o sentir
de palavra após palavra,
já da máquina desligada,
continuar a sorrir...


quinta-feira, 29 de maio de 2014

palavras mal(ditas)...





vêm no vento as palavras que foram ditas,
sonhadas, e que julgavamos abençoadas
por um deus um dia inventado.
uma a uma são decifradas
e já não dizem nada, tudo é vazio,
nem existem como caracteres desenhados...

devolvo-as ao vento, ao tempo passado,
em formato amarrotado
como quem faz bola de papel...
se eu fosse jogador, mesmo jogador de rua,
chutaria bem longe a bola, se possível até a lua,
ou até saturno, em forma de anel...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

palavras...



encantam-me as palavras não ditas
mas que leio nos teus olhos, escritas
em tons doces de mel,
e que soletraria letra a letra
como que lendo em folha de papel...

mas se ao ler, teus olhos sorrir,
podes crer, irei á raiz da escrita
onde não há engano, nem forma de fingir,
teu pensamento, teu coração,
onde o amor tudo regista...



terça-feira, 26 de novembro de 2013

retrato....



de que falam os olhos que nada vêm,
se não vêm a cor da palavras,
as expressões das sílabas,
ou o sentido que contido têm...

nos olhos, uma venda , um lacre,
nas mãos, uma folha de papel,
uma caneta... ah, e quero um banco no jardim...
dêem-me o som dos pássaros,
e eu desenharei o céu em tons pastel
e um retrato nu, um nu repartido de mim...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

é tarde...


é tarde e nada escrevi
do tanto que havia para dizer...
queria te falar dos sonhos,
das estrelas,
queria te falar do mar,
do sol de Agosto,
queria te falar do sorriso da manhã
e do silêncio da noite...

queria te falar pelos meus dedos,
que tão bem combinam com tua pele
em carícias que só eles entendem...
e assim, em palavras que se perdem,
abeira-se de mim a saudade
dos teus beijos, que nos meus lábios escrevem...


sábado, 19 de janeiro de 2013

palavras ao vento...


dizes-me palavras que eu não entendo,
uma vezes vestidas pelo sol do verão
outras tão enrugadas pelo frio do inverno...
quer minha alma perceber
se as lendo, amanhã será primavera,
ou virá o Outono da vida.
não me fales nunca, palavras
que não sabes o que querem dizer,
ou se sabes, faz de conta,
deixa assim a vida correr...


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

meu jeito de escrever...


sei que não tem mais jeito
este meu jeito de ser...
escrevo sobre a terra, sobre a lua,
escrevo sobre o mar, o areal,
sobre crianças que brincam na rua,
sobre meu jardim, este em fase terminal...

mas sinto que são palavras ocas,
descritivas, quase banais...
as palavras que eu sei dizer,
tantas e tantas e são tão intemporais,
essas não me canso de escrever...
talvez porque as sei de cor, são sempre iguais...

olho-me ao espelho mais uma vez,
e de tanto olhar, imagino ali tua imagem
perfeita e definida, não, não é miragem,
nem uma certeza, mas um talvez
de que o amanhã há-de vir,
e juntos ao espelho, um dia vamos sorrir...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Escrita com cor...

queria desenhar palavras
com os sons de nosso amor,
escrita fácil, sensual,
palavras fáceis de entender
mas tão difícil de escrever..
que importa a escrita com cor,
se tudo o que poderia dizer
só o coração saberia ler...


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Teu Olhar...


Agora sei-te minha,
de corpo e alma,
como só os infinitos amores.

Agora que as trevas deram lugar à luz,
e que as palavras, antes incertas,
são poemas do mais profundo sentir...

Agora, já posso adormecer nos braços da lua,
ou baloiçando olhando as estrelas,
ou te esperando numa qualquer estação...

sábado, 6 de outubro de 2012

Apenas palavras...


escrevo palavras,
letras com som,
que desenhadas
ou até pintadas,
quando rimadas,
tocam o coração....

soubera eu tocar,
em forma de piano
ou até de violão,
e haveria eu de cantar
as letras com som,
numa bela canção...

acendo um cigarro
à noite na solidão,
a esplanada vazia,
o roncar de um carro,
a aragem por companhia,
e queimo mais um cigarro...

e saem palavras à solta,
a voz em rouquidão,
é apenas uma canção
que implora tua volta
chorando o coração,
que ninguém vê na escuridão...

escrevo palavras,
letras com som,
enquanto acendo um cigarro
à noite na solidão...
e saem palavras à solta...
é apenas uma canção...