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domingo, 23 de julho de 2017

para além de nós...









quando voltará o tempo
em que o tempo voava,
fugia por entre os dedos,
enquanto o nosso tempo
(sim, cada um tem seu tempo)
entre palavras se esfumava,
e num beijo se erguia contra os medos...?
 
abro mão de tudo (e tudo era tão pouco),
se o tempo voltar atrás,
ainda que o olhar do mundo me chame louco,
irresponsável, sem palavra, ou de palavras vás...
 
abro mão de tudo (e tudo era quase nada),
se no silêncio da noite conseguir tocar teu nome,
soletrar cada letra, inventar-te na madrugada,
respirar-te, e nos braços do tempo, adormecer lado a lado...







terça-feira, 25 de abril de 2017

o tempo...








o tempo não parou amor...
os teus olhos vêm-me com o olhar de ontem
e tu sabes que mentem...
toca minha pele com a leveza de tua pele,
cada ruga, cada sulco do tempo...
o tempo não parou amor,
são as marcas de dor
que nas noites ao relento
teimaram em ficar,
quando minha voz ficava rouca
de tanto te chamar...
dizes que são mágoas,
talvez labirintos, águas
que algures vão desaguar...

que nasça o dia,
que a primavera seja florida,
e teu sorriso, apenas um beijo na ferida...











leviandades do tempo...







como se fosse pássaro
leve, de asas ao vento,
como se fosse folha seca
desprendida da árvore sem tempo
como se fosse um rio,
partindo alegre à descoberta
da liberdade, o mar sem amarras,
como se fosse um ser humano
livre, de ideias, de pensamento,
assim sou eu, errante pelas ruas já gastas
mas embriagando-me no momento
tão único, tão fugaz, tão sedento...










sábado, 14 de maio de 2016

manhãs sem cor...



tão silenciosa e triste a manhã,
o céu cinzento,
e as flores tombadas
pela inquietude do tempo...
jazem pelo chão, inertes,
agonizando, enquanto perdem a cor,
sem força, sem desejo maior
de esperar o sol,
o seu grande amor...



terça-feira, 10 de maio de 2016

memórias...




 já não falas da chuva nem do frio,
nem dos gritos da terra
ou dos lamentos do rio,
por cada tempo que passa...
e são tantos os tempos que já passaram,
que nem demos conta...
talvez a idade  com o tempo deixe de saber contar,
deixe de ter memória,
e assim, mais fácil de perdoar
quem a meio da história
se esqueça do início,
ou como teria sido o fim...
falta pouco para tirar mais uma pétala
de tantas com que a flor nasceu,
e serão mais tantas
quantas as vidas que o tempo te deu...

fica com as pétalas...
eu parto com o tempo...

domingo, 15 de novembro de 2015

(in)definições...





tão imperfeitas as palavras que escrevo,
no perfeito livro, no imperfeito sossego,
página por página, imperfeito alinhamento,
no perfeito tic tac do toque do tempo...



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

falando ao tempo...



ouves a chuva cair,
o choro das árvores sem nome?
talvez não ouças,
talvez nem saibas como sentir
o peso de uma gota,
de uma lágrima a fugir...

afasto as cortinas do lado cinzento,
da dor que cobre o tempo...
vá lá, não fiquem assim,
assim me visto,
assim no tempo resisto,
até que o tempo se lembre de mim...


domingo, 25 de janeiro de 2015

desassossego...



em desassossego,
seguem os ponteiros do relógio
numa contagem até o infinito,
apenas limitado pelo tempo de vida
ou pelo esquecimento no tempo...

ciclicamente, em desassossego
adormece a noite,
acorda o dia,
num compasso até o infinito,
apenas limitado pelo respirar da vida...



domingo, 9 de novembro de 2014

que não pare o tempo...


peço que parem as horas, os dias,
que o tempo pare na próxima estação...
preciso contar as emoções, as alegrias,
quantas vezes bateu o coração,
quantas as histórias de vida...

desfolhei-o o historial numa causa perdida,
tudo é silêncio, páginas em branco,
gráfico sem picos de batida,
nada de surpresa ou de espanto...
meu livro é assim, um caso de sucesso...

preciso saltar, virar a vida do avesso.
preciso dizer sim, sim, preciso dizer não,
e a cada segundo, ouvir o bater do coração...



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

nas minhas mãos...



abro minhas mãos 
como se uma ave fosse voar,
ou um segredo a revelar...
foram estas mãos,
agora "presas" pela solidão,
antes portal de teu coração,
que elevo aos céus...
queira o vento,
o passar do tempo,
que me traga recados teus...


domingo, 31 de agosto de 2014

palavras...



não era o tempo que procurava
porque esse vai e nunca mais volta...
mas as palavras sem tempo
ou que no tempo são eternas,
essas, talvez se tenham perdido
nas voltas do tempo...




terça-feira, 13 de maio de 2014

o tempo e os loucos...



quão levianos e soltos
os caminhos traçados,
meticulosamente 
na mente gravados,
no sangue... 
na vida....

quão levianos e loucos
os que se perderam,
os que se baralharam
em encruzilhadas
de mil saídas,
que não eram mais que mil entradas...

quão levianos e imprudentes
(e que também foram loucos),
os que se julgaram amantes...oh inocentes,
tudo perdestes...em encruzilhadas que eram d`outros...


domingo, 20 de abril de 2014

"partidas" do tempo...



na palma da mão,
um punhado de tudo
um punhado de nada,
como grãos de areia
se sumindo no vazio...

abro a outra mão
onde prendia os sonhos,
os sorrisos da manhã,
mas também se sumiram
ou alguém os levou na escuridão...

aperto as mãos como quem agarra a vida
e deixo-me levar ao sabor do vento,
sem olhar para trás,
fugindo das partidas do tempo...



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

boa noite...



eram de longe as pétalas das rosas
que a brisa suavemente me entregava.
perfumadas, aveludadas,
cada qual tinha sua cor
e cada uma seu recado de amor.

eram de longe os beijos da manhã,
o acordar de leve como o deslizar do rio
tocando solenemente nosso corpo,
e cada beijo, uma melodia,
uma história, um hino à alegria.

eram de longe os feiticeiros,
os artífices do medo e da penúria
que padecem pelos desencontros no tempo,
e o tempo, a sua capacidade de renovação,
tudo altera, até o que não mais tem solução...




sábado, 2 de novembro de 2013

todo o tempo...



repara, parou de chover faz algum tempo...
disseste que soltarias tuas asas,
e viajarias na brisa...
espero-te... faz algum tempo!!

talvez te assustem as nuvens cinzentas,
ou a noite que não tarda vai chegar...
espero-te... tenho tempo!!

alertam-me os sentidos
que talvez te tenhas perdido, ou reencontrado
no meio do nada....
mas eu espero-te... tenho todo o tempo...



terça-feira, 24 de setembro de 2013

finalmente... a chuva!!



soltou seus longos cabelos,
e assumiu sua liberdade na rua...

quem passava, parava,
vê-la ali, dançando na chuva
ainda que semi nua,
contornos suaves,
quase audazes,
tentadores, para quem sonha.
  
mas em tudo o resto, era alheio
seu corpo, que molhado pela chuva,
bronzeado, sem mácula do tempo,
dava asas à imaginação...e dançava...

e dançava... até seu corpo cair na exaustão...
deixou-se amparar pela árvore da praça,
pelo banco de jardim, refúgio de quem passa...
pudera eu te abraçar... ou só tocar tua mão....




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

até amanhã...



passam os minutos, os dias, o tempo
que nunca soubemos ter,
que nada fizemos para viver...
girando a terra, adormecem as incertezas
num sono profundo, de tudo alheio,
esperando um novo renascer,
o sol da manhã, o perfume do teu ser...





sábado, 24 de agosto de 2013

outro tempo....



lembro dos tempos de criança,
da paz que fazia na minha rua
onde não havia quase nada,
e quase nada era tanto na ténue esperança...

eu e o meu pião, o aro da bicicleta,
e os carreiros onde brincava
qual avenida asfaltada...

sem TV, sem net, meu mundo era tudo
o que cabia nos meus sonhos,
sonhos gravados qual cinema mudo.

recordo com nostalgia e sorrio...
os dias de hoje, são de dor, tristeza, um corrupio.
ah se eu pudesse voltar a brincar na minha rua...




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

meu tempo...





esqueci do tempo,
das horas,
do nascer e pôr do sol,
como se a imagem de ti,
esperando teu despertar,
fosse meu tempo,
aqui ou noutro lugar...

sei que já mudaram as luas,
se calhar até as estações,
e eu me pergunto:
quantos anos passaram,
quantas estrelas na noite brilharam,
quanto de mim se perdeu
para me reencontrar??




domingo, 16 de junho de 2013

parece que vai chover...













Adensa-se o cinzento na tarde,
parece que vai chover, ou então,
o sol de zangado se escondeu...
Assim, tristes ficam os namorados
e o vendedor de algodão doce,
que azedo, contabiliza o que perdeu.

as tardes de domingo deveriam ter luz,
muita cor, ruídos de criança,
horas de loucura e de esperança,
mesmo quando o dia a dia é uma cruz...

diz a moça ao companheiro, que o ama,
mas ele sabe que ela mente
porque o amor nas palavras se sente,
e na tarde triste, as palavras não têm chama...

tristes, sós os perdidos no amor,
os que se deixam iludir pelo tempo...
gloriosos, felizes, os que ao relento
adormecem com as estrelas, sem dor....