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sábado, 25 de outubro de 2014

28 ºC....



quanto desassossego nas horas mortas,
no ar que respiro e me sufoca.
este tempo, já não é o meu tempo
nem das cigarras que deixaram de cantar...

devoro mais um cigarro
que queima tanto como o tempo que faz,
e nem o fumo que um dia ambos sugamos
me liberta a memória de tanto sonhar...

talvez o tempo tenha mudado...
talvez seja eu no tempo parado...

quem sabe, a areia da praia,
o suave beijo do mar
me faça renascer...acordado...


quinta-feira, 27 de junho de 2013

gota de água...




hoje queria ser a água que rega o jardim,
a limpidez, a frescura que brota
das profundezas da terra...
de contentes, parece que as flores agradecem,
e sorriem,
como se numa gota de água,
existisse o elixir da primavera...


terça-feira, 17 de julho de 2012

Quase Noite....


fim de tarde de verão,
onde o silêncio reina,
e este calor que me sufoca,
e esta ansiedade,
este nunca mais ser amanhã...

e esta necessidade de olhar em frente,
sem muros, sem tabus,
sem regras, sem segredos,
onde a vida tem vida,
sorrisos, olhares puros...

olho o céu, as estrelas,
mando recados para o firmamento,
pedidos, chamamento,
e sei que não sou ouvido...
lá fora, o calor é um tormento...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ondas de Verão....


Soltam-se os corpos,
esquecem-se as dores,
nascem novos amores,
no tempo que faz...

E como queima o sol,
mas alivia a alma,
se na tarde calma
o corpo se delicia no mar...

Mas se teu destino é ficar
nas ondas que tua vida criou,
navega, o tempo não parou,
melhores ventos irão soprar...

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia de Verão...



e se na manhã de primavera
brilhar forte o sol de verão,
não, não é engano da estação,
nem o desejo que impera,
é o sorriso ardente do coração
que tudo queima, tal a paixão...



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Águas de Maio



Cega-me este calor que me rodeia,

este fantasma que ninguém vê mas sente,

manta que nos cobre tão ardente,

que tudo queima para quem semeia.


E eu te chamo água da vida,

gotas que imploramos a cada momento,

e enamorada ou sem discernimento,

afastada andas, errante, perdida...


Repara, até as flores choram,

e as aves, vê, quanta loucura,

seu piar é um lamento de secura,

e até as grandes árvores imploram...


Deixa-me dizer-te, é uma promessa,

se na noite, nesta noite de inferno

desceres sobre mim, como se fora inverno,

virei dançar na rua, até que amanheça...