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sábado, 31 de maio de 2014

outros horizontes...


abro meus horizontes,
minhas fronteiras,
e todos os caminhos agora são meus,
estradas, avenidas,
até o caminho das estrelas,
tudo está à minha frente

como quem viaja, e vê uma miragem,
no pensamento, a fantasia
dos loucos, a fugaz alegria 
de que é possível seguir sempre viagem.

abro meus horizontes,
minhas fronteiras,
agora sem portagens, sem montanhas,
sem mar, sem rios, sem pontes,
apenas avenidas de flores e cor,
árvores ladeando quem passa em esplendor...



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

se eu fosse pintor...

vesti-me de pintor,
levei tela a rigor,
e cores em tom de pastel...

tu, foste a imagem,
que mesmo sem coragem,
quis prender a este papel.

rosto perfeito, de princesa,
lábios finos tal a leveza,
prenuncio de bela mulher.

corpo magro, alto,
bota de pequeno salto,
calça de ganga a condizer.

e de mão dada,
ternura bem enquadrada,
atravessas a avenida...

foste a senha, a fotografia,
porque eu tanto padecia
se outra imagem era fugida...

e agora, aqui tão perto,
se pedir algo, fosse certo,
porque não o atrevimento?

mas como entenderias,
se teus sonhos, são alegrias,
e não roturas de momento?