folheio o diário onde falas de nós,
umas vezes cantando o amor,
outras tantas falando de sonhos...
e ao ler-te, é como se se abrissem flores,
talvez rosas, talvez cravos,
e um perfume suave me invade,
como a beleza dos perfeitos amores.
não sei se te conte, se te diga,
que ao ler-te, invadi tua alma,
brinquei com teus segredos (gostei de os conhecer),
e por fazê-lo, minha alma sente-se perdida.
pudera eu apagar minha memória,
adormecer na lua, acordar num qualquer farol
onde cada onda do mar me contaria sua história...
olhando as nuvens densas, ameaçadoras,
parecem barcos à deriva, sem pescadores,
sem redes, sem portos onde aportar...
Assim são as árvores baloiçando pelo vento,
ramos se tocando, como que se abraçando
temendo o futuro... esventradas pelo tempo...
dá-me tua mão, em união
intrínseca, eterna,
meu sangue no teu sangue,
minha seiva na tua seiva,
meu desejo no teu desejo...
ouve...ouve o silêncio do amor,
selemos o momento com um beijo...
escrever sobre um carro, um carro que gostamos,
é falar das suas linhas, das suas performances,
é como falar da mulher que amamos,
dos seus contornos, dos seus cabelos, dos lábios que beijamos...
finalmente o momento mais esperado...
senti-lo, domá-lo, torná-lo seu, só seu,
e, em pleno asfalto, mesmo sem curso planeado,
é vê-lo dar tudo, tudo para não ser trocado.
assim associamos o carro à mulher,
lindos de se ver, mas custos sempre na contra mão,
e porque Deus quis e deixou e o homem também quer,
juntos, carro e mulher, quanto gozo, quanto prazer...