terça-feira, 31 de agosto de 2010

Da Minha Varanda




A minha varanda é o meu mundo,

é um olhar para a gente que passa,

os bandos de pássaros em remoinho,

o nascer e o pôr do sol...


Da minha varanda me lanço no espaço

e me deixo levar pelo coração,

e tal e qual a andorinha que esvoaça,

pressentindo o fim do verão,

liberto meus sentimentos,

dou-lhes asas, buscando emoção...


A minha varanda é o meu mundo,

onde eu existo, sonho,

onde tudo ainda faz sentido...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Rosa Branca




Contigo, partilho a dor do corte,

do aço fino e penetrante

que esventra teu corpo,

dilacera teus espinhos...

Lágrimas brotam de teu ser

tombando no chão frio e inerte...


Minha rosa branca e perfumada,

que sonhavas ser rainha no jardim,

te prenderam, subjugaram num ramo,

te levaram, afastaram de mim...

Minha rosa branca e perfumada,

Serás sempre flor amada...


E quando por fim chegar a hora,

e tuas pétalas perderem cor,

chama por mim no teu grito de dor,

meu coração sentirá teu chamamento...

E tu minha rosa branca e perfumada.

serás minha rainha, serás amada...


(a todas as rosas de meu jardim)

domingo, 29 de agosto de 2010

Dia de Domingo





Dia de Domingo


Há magia no ar, sente-se nesta manhã de Domingo...

O sol que brilha na calmaria da natureza,

os pássaros que ainda repousam por entre a folhagem,

as gentes que vivem por entre as janelas ainda fechadas...


Que saudades de outros Domingos...

sábado, 28 de agosto de 2010

Destino Final




Soltam-se os sinos na igreja,

sons únicos que ecoam no tempo,

quatro tábuas repousam no chão,

almas "vivas" aguardando o momento...


"Companhia" que ninguém vê,

perfume que ninguém sente,

seu caminhar sente-se na aragem

que nos atravessa, nos trespassa...


Ouve-se a oração, a ladainha,

um adeus até outro mundo,

e as almas se recolhem, repousam

num sono eterno, profundo...


De pó, é seu corpo efémero,

em pó, cinza, restos, lixo,

o tempo tratará do impuro,

será o que ninguém quer...


Fecha-se um tempo, um ciclo,

cerram-se os olhos na recordação,

tudo vai passar, atenuar,

novas vidas se seguirão...