Mostrar mensagens com a etiqueta outono. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta outono. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de outubro de 2011

Meu Outono, Meu Amor...




Este calor, calor de verão,

peganhento, fora de estação,

atraiçoa meus sentidos,

tornando meus passos perdidos,

te procurando meu Outono...


Que saudade da chuva no telhado,

das marcas na janela, do ressoado,

que saudades do fresquinho da manhã,

de vestir meu terno e camisola de lã...

Que saudades de ti meu Outono...

Outono



Em cada rua, em cada esquina,

restos de vida ganhando cor,

baloiçando ao sabor do vento...


Cada folha tem uma história,

um desígnio, um destino,

um desfiar na memória.


E lá vem outra, e mais outra,

e juntam-se como que a medo

de se separarem no tempo.


Sinto nostalgia na paisagem

e me arrepio na brisa que passa...

O Outono assim, não tem graça...

domingo, 31 de outubro de 2010

A Ira do Vento


http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/5731743.jpg

Chamas-me como se me quisesses abraçar,

como se me quisesses mostrar

o quanto é forte e dominador teu sopro...

Através das telhas que me cobrem,

ouço-te mas não te vejo,

arrepias-me com teu forte silvar,

mas sem me intimidar...

Não passas de vento,

ar, lufadas de ar em movimento...

Repara, ninguém na rua,

tudo se refugia de tua ira,

mas amanhã quando o sol descobrir,

milhões irão novamente sorrir

te amaldiçoando por tanta desgraça...

Vai vento, vai repousar,

chego de tormento num dia de graça.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Outono...(cair da folha)



Caem as folhas na fria estrada,

como filhos largados pelos pais,

desamparadas, feridas de amor.

E nesse instante momento,

a recordação da primavera passada,

o bailar com o vento,

o aceno às pessoas que passavam...

Como foi curta a vida,

atroz e insensível

a transformação sofrida...


Percorrendo a estrada,

fria, de folhas enlameada,

lá vai o cantoneiro,

carrinho e vassoura na mão,

também ele insensível à ocasião...

E as folhas já moribundas,

pressentido o destino cruel,

se abraçam num acto final,

antes do fogo, antes da morte...

Triste fado...triste sorte...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Minha Terra, Minha Gente




É fresca a manhã de meus sonhos,

sonhos que aguardam o nascer do sol,

o nascer da vida...

E contemplando o ar húmido da manhã,

liberto meus pensamentos pelas serras,

pelas planícies que prendem meu olhar.

Ó minha terra que te quero tanto, tanto,

onde os sonhos morrem ao nascer,

onde te abres para nos acolher...

Minha terra, porque estão teus olhos em pranto

quando em pranto estão os dias a morrer??

sábado, 25 de setembro de 2010

Outono




O sol teima em brilhar, em aquecer.

Lá fora ainda se sente o verão,

o convite para o mar, tocar a água

num sonante mergulho, rejuvenescer...

Mas este verão está fora do tempo,

e como tudo na vida, sem mágoa

deveria morrer, para renascer...

Onde param as andorinhas,

o chilrear dos pardais,

os dias longos, festas na aldeia?

Tudo passou, hibernou.

Se o mundo existir, se a primavera deixar,

no novo ano hás-de vir

dentro do teu espaço, até o Outono chegar.


Outono, entra...estás entre amigos...

domingo, 25 de outubro de 2009

Momentos



http://i.olhares.com/data/big/230/2303988.jpg


A tarde morre no cinzento do tempo,
e o tom cinzento permanece aqui,
aqui onde meu coração anseia por ti,
e onde não vem resposta, lamento,
ou vontade de seguir em frente...
Tudo parece sem vida, dormente,
e até o sol se escondeu no firmamento...

Tarde de domingo, tarde de outono,
tempo sem tempo, lenta agonia,
esperando do céu, momento de magia,
um convite à preguiça, ao sono...
Tarde morna sem inspiração,
momentos de silêncio e de reflexão,
como se da vida não fosse dono...