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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

faz-se tarde...


faz-se tarde...

pudera eu lançar a rede
e pescar todos os medos
espalhados nas veias,
todos os enredos
que me sufocam...

soltar-me dos grilhões
de todas as prisões,
romper todas as teias,
as agruras  que me tocam...

pudera eu ser mar,
ondas de rebentação
onde nada sobrasse,
nem do pensamento
nem do sonhar.

pudera eu ser infinito,
pedra, metal nobre,
um puzzle, um labirinto,
ou simplesmente o céu, que cobre
os pobres de espírito...


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

não há estrelas no céu...



correm os vultos na rua
como que imbuídos de chegar
onde o pensamento os leva.
atropelam, seguem em frente.
nada detém quem a pressa faz voar...

loucos, loucos e insensatos,
não pensam nem sonham
que o destino é uma cruz, um altar,
uma tábua... rio sem margem,
mar sem ondas, céu sem estrelas...




quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

barco de papel....





sereno o mar, sem ondas,
sem a espuma se espreguiçando no areal...
como criança brincando com barco de papel,
entro mar dentro, sonhando navegar
até tocar linha do horizonte...

meu mar, meu céu, meu pôr do sol,
recanto dos sonhadores,
partilhado pelos amores
das horas tardias...

meu barco, barco de papel
sem remos , sem vela,
é uma aguarela
assim como o mar azul, num sonho azul,
numa foto já amarelada pelo tempo...




domingo, 17 de novembro de 2013

outono...


manhã de Outono,
fria e cinzenta,
sem chama,
sem história. atenta
a primavera da vida,
escutando os sinais
no pio dos pardais,
mensagens de quem ama...

as manhãs de Outono
não são sempre iguais...
quem ousa escutar o vento,
ler nos sinais do tempo
os desabafos da alma,
os gritos contidos de um corpo sedento?

sabes, ainda ouço o silêncio
das quatro paredes,
o murmúrio das vozes
por entre os lençóis,
o gemer dos corpos
no ímpeto do prazer a dois...

finjo tudo esquecer
na manhã fria de Outono.
tanto mar, tanto mar, tanto caminhar
pelas areias limpas, em que me abandono... 



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

pelo teu sorriso...



é pelo teu sorriso
que lanço pétalas de rosas
sobre a terra fria e remexida,
onde me esperava a solidão
o silêncio e o esventramento...

sossego minha alma,
meus verdes olhos,
minha boca, meu sorriso...
eu sei, ainda não chegou o tempo
que serei banhado pelas águas de Abril.

sim, é pelo teu sorriso
que a vida acontece,
que o norte ganha rumo em cada prece,
e que nas manhãs o céu será sempre azul
e verde o mar que nos acolhe...como no paraíso...



segunda-feira, 29 de julho de 2013

outros sabores....














faz-me falta o perfume de tua boca
por entre a maresia do mar...
cada gota de água,
este salgado mais que mágoa,
é o equilíbrio, o ponto perfeito
entre o querer e o ter,
o desejo e a indiferença,
que teus lábios não sabem esconder...





sábado, 27 de julho de 2013

sensações....



parecem possuídos os amantes
por entre as areias da praia...
caminhando entre outros, errantes,
buscando em cada espaço, seu espaço,
a libertação das chamas flamejantes...

as areias se movem pelo deambular
dos corpos suados,
inebriados pelo ondular do mar.
os lábios se contorcendo, 
os gestos ritmados,
no tempo embalados,
até á completa libertação, 
gemidos ecoando no ar...

em paz, olhando o azul mais azul do céu,
riem e choram como crianças felizes,
e do oficio parecem aprendizes,
até uma outra vez,
até as chamas se reacenderem...



quinta-feira, 25 de julho de 2013

apenas um gesto...



anda comigo
ver o mar,
sonhar navegar
em cada onda,
ainda que de areia
banhada pela espuma...
e, quando em mar alto,
quase tocando o céu,
eu te prometo,
se for noite de estrelas,
serás uma delas,
ainda que apoiada
sobre meus ombros...
Assim, bem no cimo,
sentirás a emoção
de que o teu mundo,
é o meu mundo,
bem na palma da mão...




domingo, 2 de junho de 2013

andorinhas no céu...



eram andorinhas no azul do céu,
tanta areia na praia,
tanto mar no horizonte...

quis ganhar asas de imaginação,
de um papel, ser barco, caravela,
partir sem qualquer direcção.

mas é tão fundo o azul do mar
e incerta a minha boa estrela...
aguardo... amanhã o sol vai brilhar...



sexta-feira, 31 de maio de 2013

ouvindo o silêncio...


por entre os murmúrios do silêncio,
as lembranças saltam, dançam
num carrossel algo sem jeito..
ah este silêncio das pedras presas,
da noite sem viajantes...

faz-me falta o espreguiçar do mar,
a infinidade no olhar,
faz-me falta ouvir o bater do coração
e os segredos da alma...

talvez o murmúrio do silêncio
me traga melodias de embalar,
e em sonhos a cor do teu olhar...

domingo, 12 de maio de 2013

manhã de domingo....



faz-se tarde na manhã de domingo...

palmilhando a areia molhada,
apenas eu e o mar,
e o zumbido de barulho lá longe
talvez do lado da estrada...

que importa, se são os carros 
querendo estacionar,
ou as crianças chegando,
em algazarra para brincar...

continuo absorto nos pensamentos,
com a brisa sem teu perfume,
mas com teus encantos em meu olhar.

sabes, se me perguntares 
de que cor era a manhã de domingo,
eu só saberei dizer que era azul,
azul como teus olhos celestes,
que nos meus se perdem sorrindo,
porque nada mais eu vi
ou então no areal eu me perdi...



quarta-feira, 8 de maio de 2013

nas ondas....




Não sei que tempo é este
onde moro, onde se ouvem
os rumores de meus passos...

sinto-te bem perto mar,
e faz-me falta teu enlaço,
tuas águas, onde navegasse a caravela 
das tormentas e do cansaço...

sábado, 20 de abril de 2013

tons de abril....



os fins de tarde trazem a nostalgia,
os tons laranja, ou amarelo ocre,
pelo sol que segue para outras paragens...
gravado no olhar, no pensamento,
o azul do céu na manhã,
e o verde do mar imenso e calmo...
e é com estes tons que fecho os olhos
e aguardo um novo amanhecer...

sábado, 23 de março de 2013

ondas do mar...



hoje sonhei ser mar, ser grande,
nascendo de mim ondas de choro,
espuma viva, ingénua, pura....
cada onda tem abraços de ternura...
e olhando seu deslizar, seu crescendo no areal
aí... meu coração será enorme...

quinta-feira, 14 de março de 2013

retrato...


podiam ser teus olhos
as ondas do mar em cada sonho meu...
podiam ser teus lábios
os morangos de verão com chantilly...
e teus cabelos,
as tranças que definitivamente me prendem a ti...

podias até ser um poema de amor,
mas só teria vida, encanto, alegria,
se na rima de cada verso
cantasse emoção, sentimento, magia...
e aí, o poeta teria de ler tua alma,
com a alma que no seu peito trazia...

terça-feira, 5 de março de 2013

amores perfeitos...


folheio o diário onde falas de nós,
umas vezes cantando o amor,
outras tantas falando de sonhos...

e ao ler-te, é como se se abrissem flores,
talvez rosas, talvez cravos,
e um perfume suave me invade,
como a beleza dos perfeitos amores.

não sei se te conte, se te diga,
que ao ler-te, invadi tua alma,
brinquei com teus segredos (gostei de os conhecer),
e por fazê-lo, minha alma sente-se perdida.

pudera eu apagar minha memória,
adormecer na lua, acordar num qualquer farol
onde cada onda do mar me contaria sua história...

segunda-feira, 4 de março de 2013

olhares....



olhando as nuvens densas, ameaçadoras,
parecem barcos à deriva, sem pescadores,
sem redes, sem portos onde aportar...
Assim são as árvores baloiçando pelo vento,
ramos se tocando, como que se abraçando
temendo o futuro... esventradas pelo tempo...

sábado, 19 de janeiro de 2013

como um rio...


sempre esperarei por ti,
ainda que as horas sejam pesadelos,
ou apenas saltos de cotovia.
esperarei por ti na noite
porque são tuas mãos, teus lábios,
que me adormecem até ser dia.
esperarei por ti ouvindo o cantar do rio
quando de pedra em pedra,
vai correndo para o mar...
assim como o rio, é este o meu fado
de em teus braços desaguar...



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

anjos no paraíso...



é noite meu amor....
e na escuridão que se abateu
ninguém se vê, ninguém...
parece que o mundo se escondeu
dos pecados que cometeu
mas nós amor, nós somos parte do além
quais anjos acima de tudo,
para além de tudo...

repara na árvore mais alta
na copa mais frondosa
nas aves que ali adormecem
serão também eles anjos em alerta?
"voo" até eles e não me reconhecem...
pobres, sem mente desperta,
sem sonhos para além do voar,
sem história para um dia contar...

escrevo mais uma página deste diário
que sei de cor, lembro seu inicio,
que partilhei, alimentei o vicio,
como se alimenta a alma...
um dia, numa varanda ao pôr do sol,
vendo o mar em múltiplas cores,
talvez te leve um ramo de flores
e façamos um brinde à vida... numa tarde calma...

domingo, 23 de dezembro de 2012

O silêncio da voz....


apenas quis ouvir tua voz
reviver a fantasia ditada,
quiçá criada por tua voz...

e pelas dunas da tarde ensolarada,
apenas quis ouvir tua voz...

pelos trilhos da esperança adiada,
apenas registos, passada a passada,
e nada mais resta... nem tua voz...